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Petróleo hoje sobe e Brent volta aos US$ 100 com tensão em Ormuz

Petróleo hoje sobe e Brent volta aos US$ 100 com tensão em Ormuz

Commodity sobe com tráfego paralisado em Ormuz, ataques a navios e Brent novamente acima da marca de US$ 100

O petróleo hoje (22) opera em alta nos mercados internacionais, com o Brent voltando a superar a marca de US$ 100 por barril, com as interrupções de oferta no Estreito de Ormuz e às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã.

Por volta das 10h, o Brent avançava 1,72%, a US$ 100,17 por barril, enquanto o WTI subia 1,80%, a US$ 91,28.

O tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz segue praticamente paralisado. A rota, localizada na costa sul do Irã, responde por cerca de 20% do petróleo consumido globalmente. Nesta quarta-feira, a U.K. Maritime Operations informou que um navio porta-contêineres foi atacado na região, pouco depois de outra embarcação ter sido atingida por forças ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Apesar disso, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ontem a prorrogação por prazo indeterminado do cessar-fogo com o Irã, abrindo espaço para novas negociações de paz. Ainda não há confirmação oficial de Teerã sobre a extensão da trégua.

As conversas entre Washington e Teerã seguem indefinidas, após ambos os lados recusarem o envio de delegações ao Paquistão nesta semana para novas tratativas. Trump também afirmou que o Irã estaria perdendo US$ 500 milhões por dia com o fechamento efetivo do estreito.

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Estoques dos EUA no radar

Em outra frente, dados do American Petroleum Institute mostraram queda de 4,4 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos na semana encerrada em 17 de abril, acima da expectativa de recuo de 1 milhão de barris.

O dado costuma antecipar a leitura oficial dos estoques americanos, prevista para mais tarde nesta quarta-feira, e também ajuda a sustentar os preços da commodity.

Desde o início do conflito com o Irã, no fim de fevereiro, os preços da gasolina nos Estados Unidos acumulam alta de cerca de 40%, enquanto o petróleo segue negociado em patamares bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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