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Ação do Pague Menos é uma história de “auto-ajuda”, dizem analistas

Ação do Pague Menos é uma história de “auto-ajuda”, dizem analistas

Empresa teve melhora significativa no endividamento após as recentes ofertas de ações — com a relação dívida líquida sobre Ebitda chegando a 1,2 vez ao fim de 2026

A XP Investimentos retomou a cobertura da Pague Menos (PGMN3) com recomendação de outperform (compra) e preço-alvo de R$ 8,50 por ação para o fim de 2026. Os analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer enxergam uma combinação pouco comum no varejo farmacêutico: valuation descontado, tendências estruturais sólidas e momentum operacional consistente.

“Vemos a Pague Menos como uma história de auto-ajuda, com tendências estruturais sólidas e momentum de resultados, podendo também atuar como um play de juros”, afirmam os analistas, que destacam ainda a melhora significativa no endividamento após as recentes ofertas de ações — com a relação dívida líquida sobre Ebitda chegando a 1,2 vez ao fim de 2026.

Produtividade como motor central

O principal vetor de crescimento identificado pela XP é o ganho de produtividade das lojas. No quarto trimestre de 2025, as vendas médias mensais por loja da Pague Menos ficaram em cerca de R$ 860 mil — aproximadamente 25% abaixo da RD Saúde, que registrou R$ 1,16 milhão no mesmo período.

“Vemos espaço para a companhia continuar melhorando a produtividade das lojas, atingindo cerca de R$ 965 mil até o fim de 2026”, projetam Eiger, Caravina e Sumer.

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Para isso, os analistas estimam que o SSS (Vendas nas Mesmas Lojas) da rede permaneça em dígitos duplos baixos ao longo de 2026, sustentado por iniciativas estratégicas, maturação da base de lojas e o posicionamento competitivo de preços da companhia.

“A Pague Menos se posiciona como a mais competitiva em RX, OTC e HPC, mesmo em comparação com marketplaces, na maioria das categorias”, destacam os analistas.

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Foto: Adobe Stock

GLP-1 acelera e genéricos chegam em 2027

As tendências estruturais reforçam ainda mais a tese. O monitor de importações da XP mostra forte aceleração dos medicamentos GLP-1 desde fevereiro — sinal interpretado como normalização da oferta à frente.

Seguimos otimistas com o potencial dos GLP-1 à frente, apesar das recentes preocupações de curto prazo dos investidores”, afirmam os analistas, que estimam que a categoria responda por cerca de um terço do crescimento da rede em 2026.

Para 2027, outro catalisador deve entrar em cena.

“Os genéricos de semaglutida devem começar a ser vendidos no segundo semestre de 2026, com um mercado endereçável que pode surpreender positivamente, assim como ocorreu com o GLP-1”, projetam Eiger, Caravina e Sumer. Inovações em medicamentos de uso contínuo devem, contudo, limitar a canibalização dos produtos de referência.

No primeiro trimestre de 2026, a XP antecipa continuidade das tendências positivas.

“Esperamos a continuidade das tendências positivas, com SSS (Vendas nas Mesmas Lojas) em dígitos duplos e expansão de margens”, concluem os analistas — reforçando que o papel, a 10,5 vezes o lucro estimado para 2026, ainda oferece entrada atrativa para o investidor de médio prazo.

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