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Ações da Vibra e Ultrapar ainda podem muito mais, diz BTG

Ações da Vibra e Ultrapar ainda podem muito mais, diz BTG

Ultrapar e Vibra captam entre 80% e 90% do combustível diretamente da Petrobras, o que lhes permite combinar moléculas mais baratas com diesel importado e criar base de custo competitiva

O BTG Pactual elevou de forma expressiva suas estimativas para Ultrapar (UGPA3) e Vibra (VBBR3), revisando o Ebitda projetado para 2026 em aproximadamente 20% e 30%, respectivamente, e reiterando a recomendação de outperform (compra) para ambos os papéis. Os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha citam a combinação de sourcing competitivo e mercado de diesel apertado como os principais motores do momento favorável.

Estamos elevando nossas estimativas para 2026 de Ultrapar e Vibra em cerca de 20% a 30% para refletir o forte momentum de resultados, sustentado pelo sourcing competitivo dos incumbentes, com foco na compra de combustível da Petrobras, e pelo mercado de diesel apertado no Brasil”, afirmam os analistas.

Petrobras como vantagem competitiva

O diferencial das distribuidoras incumbentes está no acesso privilegiado às refinarias da Petrobras.

“Estimamos que Vibra e Ipiranga, da Ultrapar, captam entre 80% e 90% do combustível diretamente da Petrobras”, destacam Almeida e Cunha. A capacidade de misturar as moléculas mais baratas da estatal com diesel importado mais caro cria uma base de custo difícil de replicar pelas distribuidoras regionais.

O resultado é uma expansão de margem expressiva.

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Vibra
(Imagem: Divulgação/ Vibra)

“O preço de aquisição de diesel dos incumbentes subiu cerca de 10% no acumulado do ano, enquanto o preço de venda aos postos avançou cerca de 20%”, detalham os analistas — evidência concreta de que a margem está se expandindo de forma consistente.

Para o primeiro trimestre de 2026, com resultados previstos para 6 de maio, o BTG projeta Ebitda por metro cúbico de R$ 240 para a Ipiranga e R$ 255 para a Vibra. Contudo, o dado mais impactante vem de abril.

“Nosso tracker de alta frequência para margens de distribuição de combustíveis aponta Ebitda por metro cúbico bem acima de R$ 400 para o mês de abril”, revelam os analistas — sinalizando que o segundo trimestre pode ser ainda mais robusto.

Desalavancagem e valuations mais ricos

As revisões para o lucro líquido são ainda mais expressivas: alta de 35% para a Ultrapar e de 80% para a Vibra, colocando o BTG 24% e 64% acima do consenso, respectivamente.

“Menor alavancagem e melhora do ROIC (Return on Invested Capital) devem sustentar valuations mais ricos”, avaliam Almeida e Cunha.

Os novos preços-alvo são de R$ 39 para UGPA3 e R$ 42 para VBBR3. Ambas as companhias oferecem FCFE yield (Rendimento do Fluxo de Caixa Livre para o Acionista) de 9% a 10% e dividend yield de 5% para 2026 e 2027 — combinação que, segundo o BTG, sustenta a tese de investimento mesmo com o avanço recente das cotações.