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CPI dos EUA vem em linha, reforça cautela do Fed e limita apostas em corte de juros

CPI dos EUA vem em linha, reforça cautela do Fed e limita apostas em corte de juros

Para a Avenue, dado mantém cenário de moderação gradual, mas alta do petróleo ainda pode encurtar esse alívio

O CPI dos EUA, a inflação ao consumidor, veio em linha com o esperado em fevereiro e reforçou a leitura de que o Federal Reserve (Fed) ainda não tem espaço para iniciar um ciclo mais agressivo de corte de juros.

Dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo U.S. Bureau of Labor Statistics (BLS) mostraram que o índice de preços ao consumidor subiu 0,3% na comparação mensal e 2,4% em 12 meses. Já o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% no mês e 2,5% em base anual.

Na avaliação de Bruno Yamashita, da coordenação de Alocação e Inteligência da Avenue, o dado confirmou exatamente o que o mercado projetava, sem gerar surpresa relevante na leitura cheia nem na do núcleo.

Para William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o relatório mostra uma inflação estável, sem aceleração significativa neste início de 2026, o que sustenta uma trajetória de moderação gradual. Ainda assim, ele pondera que esse quadro pode ter duração limitada, diante da pressão recente do petróleo em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

Apesar do tom mais benigno, o estrategista avalia que o indicador segue acima da meta do Fed e não muda a postura esperada para a política monetária. 

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“Você não está em um ambiente tranquilo para cortar juros. Essa aqui é a verdade. E esse dado de inflação só reforça isso”, afirmou Castro Alves.

Repercussão do mercado após divulgação do CPI dos EUA

Após a divulgação, os yields dos Treasuries avançaram, refletindo tanto a leitura do CPI quanto os receios com a escalada do petróleo. 

O rendimento da T-note de 10 anos subia para 4,212%, com alta de 1,86%, enquanto o título de 30 anos avançava 1,84%, a 4,860%. 

Em Wall Street, a reação era contida, mas no negativo: o Dow Jones caía 0,87%, o S&P 500 recuava 0,32%, o Nasdaq perdia 0,11% e o Russell 2000 cedia 0,66%.

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