A Rede D’Or (RDOR3) voltou a comprar suas próprias ações em fevereiro – e o BTG Pactual interpreta o movimento como um sinal relevante para o investidor. Os analistas Samuel Alves e Maria Resende destacaram o dado, captado a partir da divulgação do formulário CVM 44, que registra a atividade de recompra das companhias abertas brasileiras.
“A Rede D’Or retomou as recompras de ações em fevereiro, adquirindo aproximadamente R$158 milhões em ações, correspondendo a 3,8 milhões de papéis adquiridos no mês – a primeira recompra executada desde abril de 2025”, apontam os analistas.
A pausa havia durado dez meses, período em que as ações acumularam forte alta – cerca de 77% ao longo de 2024 – tornando o valuation menos atrativo para recompras.
O cenário mudou.
Desde novembro, os papéis da Rede D’Or acumulam desempenho 30% abaixo do mercado mais amplo, reflexo de incertezas que precederam a divulgação dos resultados do quarto trimestre. Com os números entregues – crescimento de dois dígitos tanto em hospitais quanto em seguros -, boa parte dessa pressão ficou para trás.
“Acreditamos que a retomada das recompras reforça nossa visão de que a ação está atualmente oferecendo um ponto de entrada atrativo”, afirmam Alves e Resende.
Para o BTG, o fato de o próprio caixa da companhia ter voltado ao mercado neste momento é um sinal adicional de que a direção confia no valor intrínseco do papel.
O histórico de recompras da Rede D’Or é consistente: desde meados de 2024, a empresa já executou cerca de R$1,5 bilhão em aquisições de ações próprias.
“Reiteramos a Rede D’Or como nosso top pick no setor de saúde, negociando a pouco abaixo de 17 vezes o lucro de 2026 – nossa melhor ideia de compra e manutenção no setor”, concluem os analistas






