A Azzas 2154 (AZZA3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 168 milhões, praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior, em queda de 0,5%.
Já a receita líquida somou R$ 3,263 bilhões, recuo de 4,1% na comparação anual, enquanto o EBITDA recorrente ficou em R$ 501,1 milhões, baixa de 3,5%. Apesar da pressão sobre a linha operacional, a margem EBITDA avançou 0,1 ponto percentual, para 15,4%.
No resultado consolidado do trimestre, a companhia também reportou receita bruta de R$ 4,126 bilhões, queda de 2,3% na base anual. Considerando apenas as operações continuadas, porém, a receita bruta cresceu 0,7%, para R$ 4,124 bilhões, o que indica que a desaceleração do período foi influenciada pelo desempenho das operações descontinuadas.
Azzas destaca integração, disciplina e geração de caixa
Na mensagem da administração, o grupo afirmou que 2025 marcou o primeiro ano completo de operação após a combinação de negócios que deu origem à companhia, com foco na integração, simplificação de portfólio e disciplina operacional.
“Priorizamos integração, simplificação de portfólio e disciplina operacional, com foco na criação de uma organização mais eficiente, resiliente e preparada para executar de forma consistente em diferentes ciclos econômicos”, afirmou Alexandre Birman, em nota.
Segundo a companhia, essas iniciativas já começam a aparecer com mais clareza nos números, especialmente em capital de giro, geração de caixa e alocação de capital.
A empresa destacou que o ciclo financeiro caiu para 96 dias no quarto trimestre, com redução de 13 dias em relação ao 4T24, puxada principalmente pela diminuição dos dias de estoque.
A Azzas também ressaltou que alcançou R$ 838 milhões em geração de caixa operacional no trimestre, excluindo efeitos não recorrentes, no que classificou como a maior geração desde a fusão.
No acumulado de 2025, a geração de caixa operacional totalizou R$ 1,2 bilhão, equivalente a 71% de conversão do EBITDA pré-IFRS em caixa. Com isso, a alavancagem líquida caiu para 1,28 vez ao fim de dezembro, mesmo após o pagamento de R$ 500 milhões em dividendos aos acionistas.
Na visão operacional, a companhia destacou o avanço dos canais de sell-out, que cresceram 5,2% no trimestre, enquanto os canais de sell-in recuaram 7,2%, refletindo ajustes comerciais e a busca por uma base mais equilibrada para o crescimento de longo prazo. Também pesou positivamente a redução de despesas, com queda de 5,4% nas despesas ex-depreciação e amortização e recuo de 30,6% nas despesas eventuais.
Entre as unidades de negócio, Fashion Women permaneceu como destaque, com crescimento de 11,6% na receita bruta do trimestre. A FARMRio, por sua vez, seguiu como uma das principais avenidas estruturais de expansão da companhia ao longo de 2025.
Já a unidade Basic, que reúne a Hering, continuou em processo de transformação e registrou queda de 12,7% nas marcas continuadas, ainda impactada por mudanças na dinâmica comercial e pela estratégia de reequilibrar estoques e a relação com a rede de franquias.
Para 2026, Birman afirmou que a companhia entra no novo ciclo com foco em execução e eficiência.
“Entramos em 2026 com uma organização mais simples, eficiente, com foco em executar com consistência. Em um cenário ainda marcado por incertezas macroeconômicas, nossas prioridades seguem claras: geração de caixa, eficiência operacional e disciplina na execução”, disse.
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