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Embraer é global e ações devem refletir isso, diz BTG

Embraer é global e ações devem refletir isso, diz BTG

BTG eleva preço-alvo da Embraer de US$ 79 para US$ 97 por ação e mantém a empresa como um de seus top picks globais

Uma empresa global precisa ser avaliada como global. Esse é o argumento central dos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, do BTG Pactual, ao elevarem o preço-alvo da Embraer (EMBJ) de US$ 79 para US$ 97 por ação – um salto de 23% – e reiterarem a recomendação de compra. Para o banco, o mercado ainda não capturou completamente a transformação da companhia ao longo da última década.

“A Embraer está se tornando cada vez mais uma história global, seguindo a diversificação de seus negócios. Alguns investidores já começaram a avaliá-la como uma empresa aeroespacial global”, apontam os analistas.

Nesse contexto, o BTG defende que uma abordagem de soma das partes se tornará o framework mais adequado para precificar a companhia – especialmente à medida que o desconto em relação aos pares globais se estreita, dado que as diferenças de custo de capital e tendências operacionais “não são tão significativas quanto alguns anos atrás.”

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Upside ignorado

A fraqueza recente das ações, segundo o BTG, é exagerada.

Desde a divulgação dos resultados do quarto trimestre, o papel perdeu momentum – em parte pela interpretação de que o guidance para 2026 seria excessivamente conservador.

“O guidance foi elaborado com impacto de tarifas nas premissas, mesmo que o cenário atual já aponte para tarifa zero, implicando uma premissa mais negativa do que o baseline atual”, explicam Marquiori, Recchia e Alkmim. Em outras palavras: há upside embutido que o mercado ainda não está reconhecendo.

O ano de 2025 foi histórico para a Embraer.

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eVTOL da Embraer (Imagem: Divulgação/ Embraer)

“2025 foi um dos anos mais fortes da história da Embraer em múltiplas dimensões, incluindo pedidos, entregas e desempenho financeiro”, destacam os analistas.

A companhia encerrou o ano com backlog de US$ 32 bilhões – ante US$ 26 bilhões no início -, absorveu US$80 milhões em custos de tarifas e ainda assim superou o guidance em receita, margens e fluxo de caixa livre.

A fase que se abre agora é diferente – e o BTG reconhece que transições de acumulação de backlog para execução podem parecer menos empolgantes. Mas os fundamentos seguem sólidos.

“Todas as quatro divisões estão performando bem, os backlogs permanecem robustos, e optionalidades como a plataforma eVTOL continuam a adicionar upside de longo prazo”, afirmam os analistas.

Com a ação negociando a 11 vezes o EV/EBITDA de 2026 e ainda com desconto frente aos pares globais, o BTG vê a Embraer como uma das melhores oportunidades do momento.