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OceanPact e CBO criam gigante brasileira do apoio marítimo

OceanPact e CBO criam gigante brasileira do apoio marítimo

Empresa combinada terá 73 embarcações e contratos firmados que somam cerca de R$ 13,6 bilhões, posicionando‑se entre os maiores players globais

A OceanPact (OCPT3) anunciou na noite desta sexta‑feira (27) a assinatura de um acordo de associação com a CBO Holding que resultará na fusão das duas empresas, formando uma das maiores plataformas de apoio marítimo do mundo.

O negócio será estruturado por meio da incorporação da CBO pela OceanPact, operação que ainda depende da aprovação dos acionistas e do Cade. Segundo o comunicado, os acionistas da CBO passarão a deter 57,86% do capital da companhia combinada, mediante a emissão de 274,5 milhões de novas ações da OceanPact, na proporção de 1,98057 ação para cada papel da CBO.

A CBO opera uma frota de 45 embarcações — sendo 42 próprias — e complementa a atuação da OceanPact no segmento de serviços marítimos. Após a fusão, a empresa combinada terá 73 embarcações e contratos firmados que somam cerca de R$ 13,6 bilhões, posicionando‑se entre os maiores players globais do setor de apoio marítimo e offshore.

Plataforma

No comunicado, a administração da OceanPact destaca que a união das operações cria uma plataforma “mais completa do Brasil”, com portfólio ampliado de serviços, frota mais jovem — em média quatro anos mais nova — e maior capacidade para captar contratos de alta rentabilidade.

A companhia afirma também que espera acessar novas linhas de crédito a custos mais baixos e capturar sinergias operacionais relevantes, reforçando a geração de caixa da empresa combinada.

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A operação envolve uma reorganização societária prévia, que inclui a segregação de ativos contingentes relacionados aos chamados Processos UP, garantindo que eventuais ganhos judiciais fiquem exclusivamente com os atuais acionistas da OceanPact.

O processo inclui a criação e posterior incorporação de uma holding dedicada, além do resgate automático de ações preferenciais que serão emitidas como parte da segregação.

A consumação da fusão está prevista para após as assembleias de 30 de março de 2026, caso todas as condições suspensivas sejam atendidas. O acordo inclui ainda lock‑up de nove meses para os acionistas signatários e regras de governança compartilhada nos primeiros dois anos após a conclusão do negócio.