Café
Home
Notícias
Ações
Prio: Ação está “esticada” e sofre rebaixamento

Prio: Ação está “esticada” e sofre rebaixamento

Time de análise do Bradesco BBI revê posição “tática” e indica um pequeno potencial de valorização de 11%

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Prio (PRIO3) para neutra, destacando que, após a forte valorização recente, o papel oferece upside limitado de apenas 11% em relação ao novo preço‑alvo de R$ 58 por ação para 2026.

Embora a petroleira siga avançando rapidamente na redução de riscos e no desenvolvimento de seus principais ativos, os analistas avaliam que boa parte das perspectivas positivas já está refletida nas cotações atuais.

Segundo o relatório, a companhia deve registrar um salto relevante de produção — alta de 70% em 2026 e 12% em 2027 — impulsionada especialmente por Wahoo e pelos ganhos operacionais em Peregrino.

Mas é justamente a expectativa de rápida diminuição dos riscos no campo de Wahoo, somada ao recente histórico de M&As e aos cortes de custos, que levou o mercado a questionar se a Prio mereceria uma taxa de desconto menor ou até um método alternativo de avaliação.

Ação a R$ 85?

Com esse pano de fundo, o BBI introduziu na análise a discussão sobre o FCFE yield “justo” (fluxo de caixa livre ao acionista).

Publicidade
Publicidade

A equipe comparou o histórico de 10 anos de FCFE yield de 12 empresas de petróleo independentes globais (E&Ps) com o de grandes petroleiras internacionais, buscando empresas capazes de sobreviver e repor reservas por longos ciclos. Embora a amostra tenha grande dispersão, emergiu um padrão relevante: E&Ps independentes negociam, em média, com prêmio de cerca de 7 pontos percentuais no FCFE yield em relação às majors.

Aplicando essa referência, se a Prio passasse a negociar de forma consistente com um prêmio de 7 p.p. sobre o FCFE yield projetado da Petrobras (cerca de 12% para 2026–2030), o yield justo para PRIO seria próximo de 19% — o que, no longo prazo, poderia levar a ação a aproximadamente R$ 85, segundo as contas do BBI.

No curto prazo, porém, a situação é menos favorável: o FCFE yield 2026E da Prio está em torno de 12%, apertado após o rali recente.

Além disso, o aperto no mercado de VLCC (navios-tanque gigantes) tem prejudicado preços realizados, e o banco segue vendo o mercado global de petróleo com excesso de oferta e riscos geopolíticos se inclinando para o campo baixista — fatores que justificam a visão mais cautelosa.