A Melnick (MELK3) apresentou resultados mistos no 4T25. A receita líquida somou R$ 311 milhões, com queda de 21,9% na comparação anual, mas crescimento de 27,5% frente ao trimestre anterior, ficando levemente acima do esperado.
O desempenho mais fraco reflete o menor volume de lançamentos de 2023, que agora têm maior peso no reconhecimento de receita. Lançamentos mais fortes de 2024 e 2025 devem ajudar a retomar o crescimento.
Apesar da pressão sobre a receita, a Melnick entregou margens melhores que o previsto. O lucro bruto foi de R$ 70,7 milhões, com margem de 22,8%, acima das estimativas, impulsionado pelo mix de projetos reconhecidos.
O Ebitda alcançou R$ 40,5 milhões, superando projeções, apoiado por margens mais altas, despesas administrativas menores e redução em outras despesas.
O lucro líquido chegou a R$ 34,4 milhões, também acima do esperado e praticamente estável na comparação anual. A geração de caixa, porém, foi negativa em R$ 259 milhões, impactada pelo aumento de contas a receber e pela redução de contas a pagar e fornecedores.
A alavancagem subiu para 38,3% (Dívida Líquida/Patrimônio), refletindo menor geração de caixa e a redução de capital realizada no ano.
Margens fortes sustentam desempenho da Melnick
Os indicadores operacionais mostraram melhora, com o VSO consolidado chegando a 18,4%, puxado principalmente pelas vendas de unidades prontas. O VSO de lançamentos permaneceu estável, indicando que o pipeline recente deve sustentar o desempenho nos próximos trimestres.
No geral, os resultados mostram um trimestre equilibrado: receita mais fraca, mas compensada por execução operacional eficiente e margens sólidas.
Segundo a XP, o desempenho não deve provocar grandes reações no mercado, reforçando a recomendação de compra com base na avaliação atrativa e na expectativa de crescimento com os lançamentos recentes.






