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SLC Agrícola deve iniciar 2026 com queda de até 44% no lucro

SLC Agrícola deve iniciar 2026 com queda de até 44% no lucro

As projeções apontam para uma queda de 44% no lucro líquido, refletindo um cenário mais desafiador para soja e algodão

A SLC Agrícola (SLCE3) deve apresentar um início de 2026 pressionado, com retração relevante nos principais indicadores financeiros. As projeções apontam para uma queda de 44% no lucro líquido, refletindo um cenário mais desafiador para soja e algodão, além do impacto de maiores despesas financeiras em meio ao aumento da alavancagem.

Segundo estimativas da XP, a companhia deve reportar receita líquida de R$ 2,2 bilhões no período, recuo de 6% na comparação anual. O Ebitda ajustado é projetado em R$ 702 milhões, queda de 26%, enquanto o lucro líquido deve somar R$ 288 milhões. A dinâmica sazonal também pesa no período, com expectativa de queima de caixa de R$ 178 milhões no trimestre.

Soja pressiona resultados

O principal impacto negativo vem da soja, cuja base de comparação é considerada desafiadora. No ano passado, a companhia se beneficiou de condições climáticas favoráveis, que elevaram a produtividade e impulsionaram as margens no primeiro trimestre.

Para 2026, no entanto, o cenário é distinto. As vendas devem começar por regiões com menor produtividade, afetadas por chuvas excessivas em áreas do Mato Grosso. A expectativa é de queda de 3% nos volumes na comparação anual, com margens praticamente estáveis, mas com redução de 14% no lucro bruto, refletindo compressão de 630 pontos-base na margem.

Além da soja, o desempenho do algodão deve contribuir para o resultado mais fraco. O primeiro trimestre do ano anterior contou com volumes acima da média, o que eleva a base de comparação.

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Diante disso, a projeção é de queda de 6% nos volumes de algodão, com impacto direto na rentabilidade. O lucro bruto da divisão deve recuar 17%, o que representa compressão de 335 pontos-base na margem bruta.

Foco do mercado

Apesar do início mais fraco, a avaliação é de que o mercado deve olhar além dos números de curto prazo. O foco tende a recair sobre a posição da companhia em insumos agrícolas e sobre o guidance da gestão para preços de grãos, em um ambiente marcado por elevada volatilidade das commodities.

A expectativa é de que, ao longo dos próximos trimestres, haja recuperação gradual das margens, especialmente na soja, à medida que as condições operacionais se normalizem e novos ciclos de venda sejam capturados.