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Santander abre temporada de balanços com lucro sustentado por baixa carga tributária

Santander abre temporada de balanços com lucro sustentado por baixa carga tributária

O Santander (SANB11) abriu a temporada de resultados do setor bancário com um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre

O Santander (SANB11) abriu a temporada de resultados do setor bancário com um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre, avanço de 2% em relação ao trimestre anterior e de 6% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio ficou em 17,1%, em linha com as expectativas do mercado, segundo análise do BTG Pactual (BPAC11).

Na avaliação do BTG Pactual, apesar do trimestre mais desafiador, o banco segue avançando em sua estratégia de tornar o negócio menos cíclico e mais eficiente. Com as ações já apresentando desempenho inferior ao de seus pares no ano, o banco manteve recomendação neutra para os papéis do Santander Brasil.

Apesar do resultado final dentro do esperado, o banco apresentou um desempenho operacional mais fraco. O lucro antes dos impostos recuou 14% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou abaixo das projeções, sendo compensado por uma alíquota efetiva de imposto de apenas 2,6%, considerada atipicamente baixa e determinante para sustentar o lucro líquido.

O ambiente de juros elevados continuou pressionando a margem financeira com o mercado, que registrou prejuízo de R$ 1,5 bilhão no trimestre. Ainda assim, a margem financeira com clientes cresceu, apoiada pelo avanço do crédito, especialmente para pequenas e médias empresas e no financiamento ao consumo, com destaque para crédito automotivo.

Santander: carteira de crédito cresce 2,5%

A carteira de crédito total cresceu 2,5% no trimestre, enquanto as receitas com tarifas ficaram abaixo do esperado, refletindo desempenho mais fraco em consórcios, corretagem e serviços de conta corrente. Em contrapartida, cartões e seguros apresentaram crescimento.

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Do lado da qualidade de ativos, o banco registrou aumento da inadimplência, sobretudo entre clientes de menor renda e empresas de menor porte. Ainda assim, as provisões para perdas com crédito vieram abaixo das estimativas, o que contribuiu para a redução do custo do risco no período.

O Santander também manteve foco no controle de despesas, com redução do quadro de funcionários e queda nos custos com serviços terceirizados. Mesmo assim, o índice de eficiência piorou levemente, em função da receita mais fraca.

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