A Petrobras (PETR3; PETR4) divulgou seus dados operacionais do quarto trimestre de 2025 em um momento em que os dividendos da companhia voltam a ser o principal foco dos investidores.
A empresa registrou produção média de 3,081 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), considerando petróleo e gás natural — alta de 18,6% na comparação anual. No acumulado de 2025, a produção média foi de 2,960 milhões de boed, avanço de 11,1%.
Na comparação com o terceiro trimestre, porém, houve leve retração de 1,1% entre outubro e dezembro, refletindo principalmente paradas programadas para manutenção em ativos estratégicos.
Produção avança no ano, mas manutenção limita desempenho no trimestre
O pré-sal seguiu como principal motor da companhia, com produção de 2.114 mil barris por dia (kbpd), praticamente estável frente ao trimestre anterior (-0,1%) e com forte crescimento de 20,1% na base anual.
O desempenho foi sustentado pelo aumento da produção nas plataformas FPSO Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias, além de ganhos de eficiência no campo de Búzios. Parte desse avanço foi compensada por paradas para manutenção em campos da Bacia de Santos, incluindo Búzios e Tupi.
Já a produção do pós-sal somou 355 mil barris por dia, queda de 3,0% na comparação trimestral, mas alta de 20,3% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado reflete o declínio natural da Bacia de Campos, parcialmente compensado pelo aumento da produção nos campos de Anna Nery e Anita Garibaldi, além da entrada de novos poços.
Com isso, a produção comercial atingiu 2.737 mil barris de óleo equivalente por dia, recuo de 1,1% no trimestre e crescimento de 19,6% na comparação anual.
No refino, a taxa de utilização das refinarias caiu para 89%, cinco pontos percentuais abaixo do terceiro trimestre, em função da parada programada na Refinaria Henrique Lage (REVAP). A produção de derivados recuou 4,9%, para 1.702 mil barris por dia.
As vendas domésticas totalizaram 1.771 mil barris por dia (-1,8% no trimestre), com gasolina e querosene de aviação (QAV) beneficiados pela sazonalidade, enquanto diesel e GLP apresentaram retração.
Dividendos da Petrobras: projeções menores e incerteza sobre geração de caixa
Segundo a Ágora Investimentos, a parada na REVAP reduziu o processamento doméstico de petróleo, pressionou a produção de derivados e elevou as importações de gasolina e diesel, além de contribuir para maior volume de exportações de petróleo bruto.
Ainda assim, a equipe estima um EBITDA entre US$ 11 bilhões e US$ 11,2 bilhões no trimestre e projeta dividendos entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão, considerando também os desembolsos relacionados ao leilão da PPSA.
BTG Pactual e Santander, por outro lado, avaliam que a aceleração dos investimentos no fim do ano, combinada a efeitos não recorrentes, deve pressionar a geração de caixa e, consequentemente, a remuneração aos acionistas. As projeções dessas instituições apontam para dividendos entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão — abaixo do consenso de mercado, estimado em cerca de US$ 1,7 bilhão.
Quais empresas oferecem maior previsibilidade e potencial de distribuição?
Diante desse contexto, muitos investidores voltam a se perguntar: se os dividendos da Petrobras podem perder força no curto prazo, quais empresas da Bolsa oferecem hoje maior previsibilidade e potencial de distribuição?
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