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Klabin deve manter retorno elevado para acionistas

Klabin deve manter retorno elevado para acionistas

A Klabin deve manter um retorno elevado para os acionistas, tendo distribuído R$ 1,2 bilhão de dividendos no ano de 2025

A Klabin (KLBN11) deve manter um retorno elevado para os acionistas, tendo distribuído R$ 1,2 bilhão de dividendos no ano de 2025, respeitando os limites estabelecidos em sua política. Nessa linha, vale mencionar que em dezembro/25 foi anunciada a aprovação da distribuição de dividendos de R$ 1,1 bilhão (aproximadamente R$ 0,91/unit, que representam um yield de 5,1% sobre a cotação média de KLBN11 em 2025), a serem pagos em quatro parcelas ao longo de 2026, sendo a primeira no próximo dia 27 deste mês – com data-base em 16 de dezembro do ano passado.

Segundo relatório da BB Investimentos, assinado pela analista Mary Silva, além disso, a companhia também realizou aumento de capital de R$ 800 milhões a partir da capitalização de reservas de lucros, que gerou a emissão de novas ações e bonificação na proporção de 1% (sendo uma nova ação ou unit recebida a cada 100 ações/units detidas), que foram creditadas aos acionistas em 22/12/2025.

“Ambas as medidas foram tomadas diante da alteração da legislação na legislação do imposto sobre a renda”, diz trecho do relatório.

Com isso, diante da forte desvalorização das ações, a companhia segue negociada a um EV/EBITDA com desconto de 17% em relação à média histórica, que, em conjunto com os demais pontos comentados anteriormente. De acordo com o relatório, esses fatores levam à manutenção da recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 25,74.

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Desempenho ainda abaixo do Ibovespa

As units da Klabin acumularam queda de 19% no ano passado, e apesar de estarem no campo positivo neste início de ano, com uma alta acumulada de 5,7% até o fechamento de terça-feira (10), os papéis da companhia de celulose ainda continuam abaixo da média do Ibovespa no período (+15,4%).

No geral, a empresa reportou um resultado em linha com a projeção da casa de análise no quarto trimestre, com o incremento de volumes e manutenção de margens na comparação anual, apesar dos menores preços de celulose no período e dos efeitos da realização de paradas programadas no período, embora tenha registrado queda de 69% no lucro líquido, que foi de R$ 168 milhões no último trimestre frente a R$ 543 milhões do mesmo período do ano anterior.

EQI Research: resultado pouco animador

Por sua vez, a EQI Research analisou que o resultado foi pouco animador, porém também mantém uma visão positiva sobre dividendos da companhia de celulose. O analista João Zanott avaliou que os resultados foram ligeiramente abaixo das expectativas, sendo considerados um pouco fracos, principalmente por conta dos preços de celulose que ainda continuam pressionando a rentabilidade da companhia e também da apreciação do real.

“Quando olhamos o volume de vendas de celulose, de papéis, quase todos tiveram um ligeiro aumento na comparação anual. E quando olhamos a receita líquida consolidada de R$ 5,2 bilhões no trimestre, foi 2% abaixo na comparação anual, justamente por essa questão de preço”, comentou ele, no comentário que você pode conferir na íntegra aqui.