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Petrobras amplia domínio em Jubarte e chega a 98,1% da jazida

Petrobras amplia domínio em Jubarte e chega a 98,1% da jazida

A operação envolve a compra da fatia detida por Shell Brasil Petróleo, ONGC Campos e Brava (BRAV3), referente a 0,86% da jazida do pré-sal de Jubarte

A Petrobras (PETR4) anunciou a aquisição de 100% de uma participação adicional no Campo de Argonauta, movimento que eleva sua fatia na jazida compartilhada de Jubarte para 98,11% e consolida ainda mais seu controle sobre um dos ativos estratégicos da Bacia de Campos (RJ).

A operação envolve a compra da fatia detida por Shell Brasil Petróleo, ONGC Campos e Brava (BRAV3), referente a 0,86% da jazida do pré-sal de Jubarte, no âmbito do acordo de individualização da produção vigente desde agosto de 2025.

O valor total da transação será composto por R$ 700 milhões e US$ 150 milhões, totalizando US$ 850 milhões, com pagamento dividido em três parcelas: R$ 100 milhões no fechamento, R$ 600 milhões até janeiro de 2027 (ou no fechamento, o que ocorrer depois) e US$ 150 milhões dois anos após a conclusão. Os valores ainda podem sofrer ajustes previstos em contrato.

Com a conclusão do negócio, a participação remanescente continuará com a União, representada pela Pré-Sal Petróleo S.A., que manterá 1,89% da jazida em áreas não contratadas.

Simplificação e estratégia

Além de ampliar sua participação, a Petrobras destaca que a aquisição encerra negociações em andamento com as demais empresas envolvidas sobre equalização e individualização da produção, simplificando a gestão do ativo.

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A companhia avalia que a transação apresenta condições econômico-financeiras atrativas e está alinhada ao seu plano de negócios, com foco na maximização de valor em ativos rentáveis e no fortalecimento da atuação na Bacia de Campos.

A jazida de Jubarte integra o chamado Parque das Baleias, um conjunto de campos operados pela Petrobras em águas profundas, com lâmina d’água entre 1.220 e 1.400 metros. A produção é realizada por plataformas como P-57, P-58, FPSO Cidade de Anchieta e FPSO Maria Quitéria.

Atualmente, o polo produz cerca de 210 mil barris de óleo por dia, consolidando-se como um dos principais sistemas de produção da companhia fora do pré-sal da Bacia de Santos.

A conclusão da operação ainda depende de aprovações regulatórias, incluindo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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