A Sabesp (SBSP3) comunicou ao mercado nesta segunda-feira (27) os detalhes do desdobramento de suas ações ordinárias, operação que será submetida à aprovação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária marcada para amanhã, 28 de abril de 2026.
Se aprovada, cada ação ordinária da companhia será convertida em 5 ações, na proporção de 1 para 5 — ou seja, cada acionista receberá 4 papéis adicionais para cada unidade que já detiver. O capital social da empresa permanece inalterado, assim como a participação proporcional de cada investidor no quadro acionário.
Como funcionará na prática
Para os investidores que negociam as ações na B3, o cronograma é o seguinte: a data-base para ter direito ao desdobramento é 28 de abril. A partir do dia 29, os papéis já passam a ser negociados em condição ex-desdobramento — ou seja, com o preço ajustado à nova quantidade. Os 4 créditos adicionais por ação serão efetivados no dia 30 de abril, mas só aparecerão na posição dos investidores na abertura do mercado do dia 4 de maio. A instituição responsável pelo processo é o Itaú Unibanco, escriturador e custodiante da Companhia.
Para os detentores de ADRs (American Depositary Receipts) negociados na Bolsa de Nova York (NYSE), o calendário é ligeiramente diferente. O direito aos novos ADRs será estabelecido em 30 de abril, na mesma proporção de 4 adicionais para cada ADR já detido. A distribuição efetiva ocorrerá em 6 de maio, e a negociação em condição ex-desdobramento na NYSE só começa a partir de 7 de maio. O depositário responsável é o Bank of New York Mellon (BNY).
Vale destacar que a proporção entre ADR e ação ordinária não muda: cada ADR continuará representando 1 ação ordinária. Não serão emitidos ADRs fracionários. Durante o período de 30 de abril a 7 de maio, os livros do BNY estarão fechados para transferências entre B3 e NYSE, mas os papéis seguirão sendo negociados normalmente em ambos os mercados.
O que muda para o investidor
Do ponto de vista econômico, o desdobramento não altera a riqueza do acionista — o preço de cada papel cai proporcionalmente ao aumento na quantidade de ações. A operação tem como efeito prático aumentar a liquidez dos papéis, tornando-os mais acessíveis a pequenos investidores ao reduzir o valor unitário de cada ação. Os direitos associados às novas ações são idênticos aos das já existentes, incluindo o recebimento de dividendos, juros sobre capital próprio e demais proventos que a empresa venha a distribuir.
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