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Leilão de capacidade acrescenta R$ 6,5 bi ao valor da Copel

Leilão de capacidade acrescenta R$ 6,5 bi ao valor da Copel

Segundo o Bradesco BBI, os projetos arrematados no LRCAP entrarão em operação entre 2029 e 2031 e adicionarão cerca de R$ 3 bilhões por ano em Ebitda

Um único leilão mudou o patamar de valor da Copel (CPLE3). O resultado do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) gerou valor presente líquido estimado em R$ 6,5 bilhões para a companhia — o equivalente a 14% do seu valor de mercado atual. O dado, destacado em relatório do Bradesco BBI, é o ponto de partida para uma revisão ampla das projeções para a elétrica paranaense, com conclusões que animam quem está posicionado no papel.

Segundo o banco, os projetos arrematados no LRCAP entrarão em operação entre 2029 e 2031 e adicionarão cerca de R$ 3 bilhões por ano em Ebitda, representando 21% do resultado consolidado estimado para o período. Somado a isso, a revisão tarifária prevista para junho de 2026 deve mais que dobrar o Ebitda regulatório da distribuição, que saltaria de R$ 1,8 bilhão para R$ 3,4 bilhões em termos reais. Com esses vetores combinados, o Bradesco BBI projeta crescimento médio anual de 15% tanto no Ebitda quanto no lucro líquido entre 2026 e 2031.

O relatório também incorpora efeitos de curto prazo favoráveis. No primeiro trimestre de 2026, a captura de preços no mercado spot adicionou R$ 88 milhões em receitas, com estimativa anual de R$ 170 milhões. Um spread regional favorável entre os preços do Sul e do Sudeste contribuiu com mais R$ 100 milhões no trimestre. Para o longo prazo, o banco atualizou sua projeção de preço de energia para R$ 230 por MWh.

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Dividendos

Do lado dos dividendos, o cenário também é positivo. Mesmo com capex estimado em R$ 5 bilhões entre 2026 e 2030 para viabilizar os projetos do LRCAP, o Bradesco BBI acredita que a Copel conseguirá manter payout de 100%, com dividend yield em torno de 7% até 2028 e avanço para 11% em 2029. A alavancagem deve se estabilizar entre 2,8x e 3,0x até lá, recuando na sequência com a maturação dos novos ativos, segundo o relatório.

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Para o banco, mesmo após a alta acumulada das ações no ano, CPLE3 ainda oferece taxa interna de retorno real de cerca de 10% — spread de 2,5 pontos percentuais acima dos títulos públicos longos. O Bradesco BBI mantém visão positiva para o papel, citando ainda possíveis movimentos de M&A em geração e distribuição como fontes adicionais de valor no horizonte.