A JBS (JBSS32), líder global na produção de proteínas, divulgou nesta quarta-feira (25) ter alcançado uma receita líquida de US$ 23,06 bilhões no quarto trimestre de 2025, o que representa um crescimento de 15% em comparação aos US$ 19,97 bilhões reportados no mesmo período de 2024.
No acumulado do ano de 2025, a receita totalizou US$ 86,18 bilhões, uma alta de 12% em relação ao ano anterior.
Em termos de rentabilidade, o lucro líquido atribuível aos acionistas ficou em US$ 412,9 milhões no trimestre, mantendo-se praticamente estável frente aos US$ 415,1 milhões do mesmo período de 2024. No entanto, o lucro por ação (EPS) no trimestre apresentou uma leve alta de 1%, fechando em US$ 0,39.

EBITDA e margens
Apesar do avanço nas vendas, o Ebitda ajustado (IFRS) consolidado foi de US$ 1,71 bilhão, uma queda de 7,1% em relação aos US$ 1,84 bilhão registrados no quarto trimestre de 2024. Esse recuo refletiu-se na margem Ebitda, que caiu de 9,2% para 7,4%.
De acordo com o CEO Global, Gilberto Tomazoni, a pressão nas margens ocorreu principalmente na unidade de carne bovina na América do Norte, onde o aumento nos preços do gado superou o valor de venda da carne (cutout), devido à menor disponibilidade de animais nos EUA.
Desempenho por segmentos
JBS Brasil: Reportou vendas recordes no trimestre (US$ 4,38 bilhões), com um aumento de 26%. A empresa registrou o maior volume de abate de sua história, impulsionado pela forte demanda externa e pelo mercado doméstico de churrasco.
Seara: Aumentou suas vendas em 9,6% no trimestre, alcançando 93% de penetração nos lares brasileiros.
JBS Austrália: Teve um salto de quase 30% na receita líquida (US$ 2,29 bilhões), com o segmento de carne bovina sendo o principal motor da lucratividade.
A JBS encerrou o trimestre com uma alavancagem de 2,39x (Dívida Líquida / Ebitda), nível que a administração considera alinhado com suas metas financeiras de longo prazo.
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