Café
Home
Notícias
Ações
Prio ou Petrobras: Qual ter agora antes das eleições e em meio à guerra?

Prio ou Petrobras: Qual ter agora antes das eleições e em meio à guerra?

Prio e Petrobras podem ter desempenhos distintos em reação aos eventos políticos de 2026 e na questão da distribuição de dividendos

As ações da Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) apresentam uma performance bastante positiva em 2026, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional, que é reflexo de um choque de oferta provocado pela interrupção no Estreito de Ormuz.

Segundo o analista Bruno Benassi, CNPI, da Monte Bravo, embora disrupções em infraestruturas tenham afetado mais o setor de gás, o impacto no petróleo é latente e exige atenção aos cenários diplomáticos, que podem levar o Brent de patamares elevados para 60 dólares em caso de um acordo de paz abrangente.

Petrobras

No caso da Petrobras, o analista relembra que em 2025, com o óleo a 69 dólares, a estatal pagou 8% em dividendos, mas ressalta que “este é um patamar acima do que consideramos ideal, já que a empresa distribuiu mais do que uma gestão de caixa conservadora recomendaria frente aos fortes investimentos realizados”.

Contudo, com os valores atuais, o rendimento pode ser ainda menor, com projeções para o primeiro trimestre de 2026 situadas entre 2,5% e 3,0%.

Publicidade
Publicidade

Além da pressão nos proventos, o cenário base da Monte Bravo projeta preços de petróleo menores do que os atuais, o que torna vital o uso de proteções para os papéis da Petrobras, especialmente porque “ainda existe uma possibilidade de os papeis da companhia se desconectarem dos fundamentos do óleo durante o cenário eleitoral”.

Para enfrentar esse risco, Benassi aponta que, “no caso de uma correção, e responder ao cenário eleitoral, sugerimos algo mais curto, focando em um vencimento de dois a três meses” , período que deve concentrar negociações intensas e possíveis correções relevantes.

Prio
(Imagem: Divulgação/ Prio)

Prio

Quanto à PRIO, o cenário é semelhante no que diz respeito ao choque de oferta, mas a empresa não deve sofrer os impactos diretos das eleições.

A expectativa para a petroleira privada é de um possível anúncio de política formal de remuneração aos acionistas em 2026, impulsionado pela entrada em operação de Wahoo e a consolidação de Peregrino, visto que “a companhia deve gerar bastante caixa”

Leia também: