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Equatorial registra crescimento e reforça perfil financeiro sólido no 4T25, segundo BB

Equatorial registra crescimento e reforça perfil financeiro sólido no 4T25, segundo BB

Companhia avança em distribuição, saneamento e energias renováveis, fortalecendo sua estratégia de negócios diversificada

A Equatorial (EQTL3) registrou resultados expressivos no quarto trimestre de 2025, com crescimento de 14,3% na receita líquida e aumento de 10,5% no EBITDA ajustado, que atingiu R$ 3,5 bilhões.

O desempenho foi impulsionado pela forte operação de distribuição e pela participação na Sabesp, que contribuiu com R$ 394 milhões via equivalência patrimonial.

O período também marcou a conclusão do desinvestimento da área de transmissão, contabilizando um ganho de capital de R$ 2,2 bilhões.

Apesar dos avanços operacionais, o lucro líquido ajustado recuou 20,7%, pressionado pelo resultado financeiro negativo devido ao CDI elevado e pelo aumento das despesas de depreciação.

“O resultado contábil do trimestre foi impactado por impairments relevantes, sobretudo no segmento de renováveis da Echoenergia”, destacam os analistas do Banco do Brasil.

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Equatorial mantém perfil de crédito sólido, segundo BB

A companhia encerrou o ano com alavancagem de 2,6x dívida líquida/EBITDA, contra 3,3x no trimestre anterior, beneficiada pela redução de 13% da dívida bruta, resultado da desconsolidação da dívida da transmissão e do pré-pagamento de obrigações da controladora e da CSA.

Ajustando-se para o ganho da transmissão, a relação dívida líquida/EBITDA seria de 3,0x. Cerca de 70% da dívida está indexada ao CDI (CDI + 0,71% ao ano) e 30% ao IPCA (IPCA + 5,38% ao ano). O prazo médio da dívida subiu de 5,4 anos no 4T24 para 6 anos ao final de 2025.

Segundo o BB, “a Equatorial mantém um perfil de crédito sólido, sustentado pela forte operação no segmento de distribuição, geração previsível de caixa e histórico consistente de execução e de queda na alavancagem após o desinvestimento em transmissão”.

Os analistas ressaltam que a decisão de reduzir o payout mínimo “reforça a disciplina financeira da companhia, mantendo maior flexibilidade para gerir a estrutura de capital”, essencial diante da perspectiva de novos investimentos alinhados à estratégia de crescimento.

Entre os pontos fortes destacados pelos analistas estão a diversificação geográfica e de negócios, que dilui riscos operacionais, regulatórios e financeiros; tarifas reajustadas anualmente pela inflação, garantindo proteção aos fluxos de caixa; concessões de longo prazo, que trazem previsibilidade; e a expansão no setor de saneamento, com a CSA e participação de 15% na Sabesp.

Já os pontos de atenção incluem a necessidade de investimentos significativos na Sabesp, riscos regulatórios e tarifários sobre as tarifas finais de energia elétrica e o vencimento próximo de duas concessões de distribuição que representam parte relevante do faturamento, embora estejam bem encaminhadas para renovação.

Fundada em 1999, a Equatorial é a terceira maior holding do país em clientes de distribuição, com sete concessões. A companhia também atua em geração, com 1,7 GW de capacidade instalada, renováveis com a Echoenergia e saneamento, consolidando uma estratégia de negócios diversificada e previsível.