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Stone: carteira de crédito ainda tem muito a crescer

Stone: carteira de crédito ainda tem muito a crescer

O portfólio encerrou 2025 em cerca de R$ 2,8 bilhões, com crescimento consistente sobre uma base ativa de 4,5 milhões de lojistas

A carteira de crédito da Stone (STNE; STOC31) ainda tem longo caminho de crescimento e segue, em grande parte, desconectada da desaceleração do negócio de adquirência. O portfólio encerrou 2025 em cerca de R$ 2,8 bilhões, com crescimento consistente sobre uma base ativa de 4,5 milhões de lojistas, dos quais apenas cerca de 2% utilizam algum produto de crédito atualmente, segundo avaliou relatório do banco Safra.

Representantes do Safra participaram de uma série de reuniões no Rio de Janeiro com o chefe de Crédito da Stone, Gregor Ilg, acompanhado por Roberta Noronha, diretora de Relações com Investidores. As conversas ajudaram analistas e investidores a entender o estágio atual da construção da vertical de crédito da companhia e os próximos passos para posicioná-la como uma instituição financeira completa para os lojistas.

“Saímos dos encontros com a percepção clara de que há uma interação relevante entre penetração de crédito, redução de churn e a estratégia mais ampla de plataforma, o que torna essa vertical bastante tática”, diz trecho do relatório.

Capital de giro como principal destaque

O relatório apontou que o capital de giro é considerado o principal destaque, com ganhos de espaço pela companhia. Já os produtos rotativos, como cartão de crédito e limite de conta, apresentam uma dinâmica mais complexa, sendo ao mesmo tempo um desafio de execução e uma oportunidade de longo prazo.

A utilização ainda é baixa, e a percepção é de que a falta de conhecimento dos clientes sobre os produtos disponíveis é uma barreira maior do que a própria demanda ou critérios de concessão.

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O relatório apontou que este ano deve ser marcado por avanços na penetração de crédito em capital de giro e pelo aumento da conscientização sobre produtos rotativos.

“As linhas de capital de giro — tanto automatizadas (para micro e pequenas empresas) quanto via equipes dedicadas — apresentam desempenho em linha com as expectativas, o que dá confiança à gestão para ampliar a oferta”, diz trecho do relatório.

Desafios

Um dos principais desafios em andamento segue sendo transformar a força de vendas da adquirência em um canal eficiente de originação de crédito.

Além disso, o canal de vendas presenciais ainda é pouco explorado e representa uma oportunidade relevante. Atualmente, a originação de crédito é predominantemente digital, enquanto equipes especializadas — formadas em grande parte por profissionais oriundos de bancos tradicionais — vêm ganhando participação na carteira, com crescimento disciplinado.

Segundo Ilg, há espaço e apetite para expansão, mas é necessário equilíbrio. O executivo destacou que o ritmo de crescimento é tão importante quanto a direção, já que crédito em excesso pode prejudicar o relacionamento com o cliente, assim como a ausência dele.