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Aumento de capital da Vitru pode viabilizar pagamento de dividendos

Aumento de capital da Vitru pode viabilizar pagamento de dividendos

Segundo relatório do banco Safra, a companhia espera iniciar o pagamento estrutural de dividendos entre o fim de 2026 e o início de 2027

Um possível aumento de capital da Vitru (VTRU3) tende a ser um movimento líquido positivo para a tese de investimento. Segundo relatório do banco Safra, a companhia espera iniciar o pagamento estrutural de dividendos entre o fim de 2026 e o início de 2027, o que pode atrair uma nova base de investidores.

De acordo com o relatório, os recursos captados devem ser destinados principalmente a quatro frentes, com alocação aproximadamente equilibrada: balanço patrimonial – pré-pagamento da terceira debênture (a tranche mais cara), com vencimento em maio, utilizando caixa existente e parte dos recursos da oferta; expansão gradual de mini campi para cursos de enfermagem, uma nova avenida de crescimento viabilizada pela regra administrativa de dezembro de 2025; entre outros.

“Com o free float aumentando para 46,2% e assumindo a manutenção da taxa atual de giro diário de aproximadamente 1,0%, estimamos que o Volume Médio Diário Negociado (ADTV, na sigla em inglês) pode subir de cerca de R$ 8 milhões para algo entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões apenas com a expansão do free float”, diz trecho do relatório.

Oferta de R$ 200 milhões

A Vitru divulgou um fato relevante informando que está avaliando uma possível oferta subsequente (follow-on) de cerca de R$ 200 milhões em ações primárias, com direito de preferência para os acionistas atuais.

De acordo com o relatório, nenhuma decisão formal foi tomada, e a operação permanece sujeita às condições de mercado. Participamos de uma teleconferência com a administração para discutir os principais termos desse potencial negócio.

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Em teleconferência com analistas, a companhia enquadrou a operação como uma espécie de “mini re-IPO”. A Vitru foi originalmente listada na Nasdaq em 2020 e, ao migrar para a B3 ($B3SA3) em 2024, a transição foi majoritariamente um processo legal/estrutural, sem um esforço estruturado de mercado de capitais.

“Como resultado, a empresa passou a operar com uma base de investidores relativamente concentrada e com baixa liquidez de negociação (ADTV de 90 dias em torno de R$ 8 milhões), o que tem limitado uma participação institucional mais ampla. A oferta seria 100% primária, sem componente secundário”, diz parte do relatório.