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Gafisa prepara aumento de capital para tentar reorganizar caixa

Gafisa prepara aumento de capital para tentar reorganizar caixa

O preço de emissão das novas ações foi fixado em R$ 1,48 por papel — valor calculado com base na média ponderada das cotações diárias da GFSA3

A Gafisa (GFSA3) anunciou nesta semana que seu Conselho de Administração aprovou um aumento do capital social da companhia que pode variar entre R$ 100 milhões e R$ 250 milhões. A operação, conduzida dentro do limite do capital autorizado e por meio de subscrição privada, tem como objetivo a capitalização de créditos detidos por prestadores de serviços, fornecedores e detentores de títulos e valores mobiliários emitidos pela empresa ou garantidos por ela.

O preço de emissão das novas ações foi fixado em R$ 1,48 por papel — valor calculado com base na média ponderada das cotações diárias da GFSA3 nos 20 pregões compreendidos entre 16 de março e 13 de abril de 2026, com aplicação de um deságio de 10%, conforme previsto na Lei das Sociedades por Ações.

Os acionistas da companhia terão direito de preferência na subscrição das novas ações, na mesma proporção de suas participações no capital social. A data de corte para apuração dessa participação será o fechamento do pregão da B3 do dia 24 de abril de 2026. A partir de 27 de abril, as ações passarão a ser negociadas ex-direito de subscrição.

O período para o exercício do direito de preferência se estende por 30 dias, de 27 de abril de 2026 a 26 de maio de 2026.

Impacto sobre os bônus de subscrição

Em decorrência da operação, a Gafisa informou a ocorrência de um evento de reajuste automático sobre os bônus de subscrição GFSA15, cujo preço de exercício passará a ser de R$ 1,48 por ação. Já os bônus de subscrição GFSA12 permanecem inalterados, sem qualquer impacto nas condições anteriormente vigentes.

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O movimento da Gafisa reflete uma estratégia de reforço de caixa e reorganização de passivos por meio da conversão de dívidas com fornecedores e credores em participação acionária — prática comum em companhias do setor de construção civil que buscam equilibrar o balanço sem recorrer a endividamento adicional no mercado.

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