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China passou a determinar o preço do ouro, superando os EUA

China passou a determinar o preço do ouro, superando os EUA

Movimentos-chaves de preços no ouro e prata têm ocorrido cada vez mais no horário asiático, com Europa e EUA seguindo

A formação de preços dos metais está migrando para o Leste, com a Bolsa de Futuros de Xangai (SHFE) assumindo papel central na dinâmica recente de alta do ouro e da prata — movimento que tem elevado a volatilidade global e desafiado fundamentos tradicionais.

Segundo Ewa Manthey, estrategista de commodities do banco ING, a atividade na SHFE disparou durante os últimos ralis de metais preciosos e básicos. O aumento no volume de negociação e nos contratos em aberto sinaliza que o posicionamento especulativo está ganhando mais peso que a demanda física.

“Movimentos-chaves de preços no ouro e prata têm ocorrido cada vez mais no horário asiático, com Europa e EUA seguindo, em vez de liderar”, afirma Manthey em relatório divulgado nesta sexta-feira (6).

A China já dominava o mercado pela demanda física, mas agora investidores domésticos usam futuros de commodities para expressar visões macroeconômicas e gerenciar riscos — especialmente com o mercado imobiliário fraco, ações instáveis e restrições a saídas de capital. Metais se tornaram alternativa de investimento proeminente em meio às incertezas econômicas e geopolíticas.

Momentum supera fundamentos

Parte dos ganhos recentes é difícil de justificar apenas por fundamentos. Embora cada metal tenha dinâmica própria, a escassez física não acompanhou a magnitude das altas de preços, reforçando a influência de posicionamento, alavancagem e momentum nos movimentos de curto prazo.

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O aumento na atividade da SHFE é generalizado entre metais preciosos e básicos, indicando participação especulativa ampla, não choques específicos por metal.

Quando a SHFE negocia com prêmio, pode restringir exportações e estimular estoques domésticos, apertando a disponibilidade percebida no exterior e amplificando movimentos na Bolsa de Metais de Londres (LME). Reguladores chineses reagiram elevando exigências de margem e endurecendo condições de negociação em contratos selecionados.

Embora as medidas tenham moderado a atividade em episódios pontuais, não alteraram o padrão mais amplo de aumento da participação especulativa.

Para Manthey, os mercados de metais passam por mudança estrutural: “fluxos especulativos chineses estão se tornando força definidora na formação de preços de curto prazo”.

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