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Bens de capital: o que esperar dos balanços do 1ºTRI?

Bens de capital: o que esperar dos balanços do 1ºTRI?

O banco Safra divulgou um relatório com as projeções

Mais uma temporada de balanços está começando e quais as expectativas para as empresas de bens de capital, como Embraer (EMBJ3), Marcopolo (POMO4), Weg (WEGE3), entre outras? O banco Safra divulgou um relatório com as projeções e os dados mostram que, de uma forma geral, é antecipada uma temporada majoritariamente fraca, pressionada por uma sazonalidade mais reduzida na maior parte das companhias.

A Embraer, no entanto, deve reportar um trimestre positivo, sustentado por fortes entregas (alta projetada de 47% na comparação anual), impulsionadas por iniciativas de nivelamento de produção, o que deve elevar a receita em 27% na mesma base de comparação.

“A rentabilidade também deve permanecer resiliente, refletindo um mix mais favorável na Aviação Comercial e bom desempenho em jatos executivos”, diz trecho do relatório.

A companhia já reportou 44 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2026, incluindo dez jatos comerciais (+43%), 29 jatos executivos (+26%), uma aeronave C-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano.

A Marcopolo deve entregar um trimestre neutro, com volumes menores — em parte devido a férias prolongadas no fim do ano — parcialmente compensados por uma reversão de R$ 70 milhões relacionada à NFI. Ainda assim, o Safra espera queda de 5% no lucro líquido na comparação anual.

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“Com base nos dados da Fabus, estimamos receita de R$ 1,635 bilhão, queda de 2,5% na base anual. Esse desempenho reflete crescimento ainda positivo nos mercados externos (+1%), compensado por queda de 5,5% no mercado doméstico, diante de demanda mais fraca e do prolongamento das férias coletivas”, diz trecho do relatório.

Bens de capital: e para a Weg?

Para a Weg, é esperado um cenário mais nebuloso. A companhia deve reportar queda de 4% na receita anual, refletindo a perda de receitas com energia solar e limitações de capacidade em transmissão e distribuição.

“Ainda assim, as margens devem permanecer saudáveis (+62 pontos-base), apoiadas por um mix de produtos mais favorável”, diz o relatório sobre bens de capital.

Em termos de rentabilidade, estima-se um Ebitda de R$ 2,147 bilhões (queda de 1,2% na base anual e retração de 6,3% na comparação trimestral), com margem de 22,2%, alta de 62 pontos-base na comparação anual, refletindo melhor mix de produtos e reajustes de preços decorrentes de tarifas nos Estados Unidos.

“Como resultado, projetamos lucro líquido de R$ 1,491 bilhão (-3,6% na base anual)”, diz o Safra.