O fundo imobiliário BRCO11 registrou lucro de R$ 11,6 milhões em dezembro, resultado inferior ao apurado em novembro, quando o ganho superou R$ 14,5 milhões. Mesmo com a queda mensal, o fundo preservou indicadores operacionais consistentes, apoiados por um portfólio logístico de alto padrão e baixa taxa de ociosidade.
No período, a receita total somou R$ 17,0 milhões, enquanto as despesas alcançaram R$ 5,4 milhões. A receita imobiliária permaneceu praticamente estável na comparação mensal e ainda não incorpora, pelo regime de caixa, os efeitos das aquisições dos ativos localizados em Viracopos e Simões Filho.
As despesas com propriedades foram impactadas positivamente pelo reembolso do IPTU do imóvel de Canoas, realizado pelo inquilino M. Dias Branco, o que contribuiu para aliviar os custos operacionais do fundo no mês.
Resultado mensal e distribuição de rendimentos
Em relação aos proventos, os cotistas receberam R$ 0,87 por cota em dezembro. Considerando o preço de fechamento da cota no período, o valor corresponde a um dividend yield anualizado de 8,9%. A distribuição superou o lucro caixa do mês e representou quase a totalidade do resultado acumulado ao longo do semestre.
O fundo encerrou dezembro com um volume relevante de resultados retidos, totalizando R$ 23,1 milhões, o equivalente a R$ 1,28 por cota, o que amplia a flexibilidade para futuras distribuições.
Portfólio logístico e principais indicadores do BRCO11
A carteira do BRCO11 é formada por 14 imóveis logísticos, que somam aproximadamente 591 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), além de um potencial de expansão estimado em até 15%.
A receita anual estabilizada do fundo supera R$ 211 milhões, com forte exposição a ativos de logística urbana: cerca de 71% da receita é proveniente de empreendimentos classificados como last mile. Aproximadamente 23% da ABL está localizada em um raio de até 25 quilômetros da cidade de São Paulo, uma das regiões mais estratégicas do setor.
A vacância física do portfólio permanece em nível reduzido, atualmente em 7%. Os contratos de locação apresentam prazo médio remanescente de 4,5 anos, sendo 36% deles estruturados na modalidade atípica, o que contribui para maior previsibilidade de receitas.
No aspecto de risco de crédito, mais de 74% dos inquilinos possuem grau de investimento, com classificações entre AAA (br) e AA (br), ou equivalentes em escala internacional. Além disso, 13 dos 14 imóveis atendem a especificações técnicas classificadas como padrão A+.
A estratégia do fundo segue baseada na participação integral em todos os ativos do portfólio e não utiliza mecanismos de Renda Mínima Garantida (RMG), mantendo exposição direta ao desempenho operacional dos empreendimentos.






