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Por que os bancões não conseguem reduzir custos com o fechamento de agências?

Por que os bancões não conseguem reduzir custos com o fechamento de agências?

Os três bancões privados (Itaú, Bradesco e Santander) fecharam 2.334 agências e PABs em 2025


É o famoso “reduzir o footprint” — que traduzindo é: tirar gente da rua e empurrar pro app.

Só que tem um detalhe engraçado (pra quem não paga a conta):

Mesmo fechando agência, a despesa não caiu. Em alguns casos, subiu bonito.

O Bradesco foi o campeão do fechamento: -1.356 unidades (-28,2%), terminou o ano com 3.450 pontos.
E mesmo assim, o gasto operacional total subiu 8,5% em 2025, pra R$ 64,35 bi — puxado por pessoal (+9,7%).

No Itaú Unibanco, as despesas foram a R$ 66,762 bi (+7,5%) e o gasto com tecnologia (pessoal + infra) subiu 18,2%.

O Santander foi o que mais “segurou”: despesas -0,8%, pra R$ 26,041 bi, mesmo com tecnologia e expansão subindo e corte no restante.

E aí vem a parte que muita gente finge que não entendeu:
fechar agência não é redução de custo automática.
Você só troca o tipo de custo: sai aluguel e manutenção, entra tecnologia, gente qualificada, segurança, produto, atendimento digital… e a máquina continua cara.

👉🏻 Pra mim, a pergunta não é “quantas agências fechou”.
Seria: o banco ficou mais leve… ou só ficou mais digital com a mesma gordura?