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Flávio Bolsonaro promete “tesouraço” e “previsibilidade” à Faria Lima

Flávio Bolsonaro promete “tesouraço” e “previsibilidade” à Faria Lima

Senador também reforçou que as suas relações com Michele Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estão boas, após “ruídozinhos”

O candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse nesta quarta-feira (11) que as eleições, neste ano, não serão sobre Lula ou Bolsonaro, mas sobre o caminho da prosperidade ou das trevas.

Falando durante o CEO Conference, realizado no BTG Pactual, o senador também reforçou que as suas relações com Michele Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, estão boas, após “ruídozinhos”.

Sobre o PSD, que lançou uma candidatura de terceira via (Ratinho Jr., Ronaldo Caiado ou Eduardo Leite), Flávio afirmou que, segundo as pesquisas, há uma clara opção de “grande maioria” do mercado que me colocam em pisos muito altos. “Tenho certeza que essa possível terceira via, não passando ao segundo turno, vai caminhar comigo também”.

Vice

O Eduardo Zema é um grande nome, mas está também como pré-candidato. “É um bom nome para ser vice, mas ainda não fiz nenhum convite”.

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Flávio Bolsonaro também explicou sobre o que seria o seu “Tesouraço”: “Tem que cortar carga tributária, burocracia, cargos, publicidade. Não vou dar detalhes sobre onde vou cortar: isso é um castelo de cartas. Tem um time que está me ajudando a por esta proposta no papel. O mais importante é previsibilidade: o que foi o arcabouço fiscal? Foi feito com base em mentiras”

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“Eles aumentam a arrecadação para aumentar gastos. Eu teria vergonha de anunciar determinado auxílio para a população porque não tem dinheiro para comprar um botijão de gás. Confirmou que programas como Bolsa Família serão mantidos, enquanto precisarem do Estado. Mas vamos fazer com uma rampa de saída para as pessoas caminharem com as próprias pernas”.

“Tenho muita preocupação com o rumo que o País esta caminhando: a linha é redução de carga tributária. O Lula criou 29 novos impostos em três anos”.

Estatais

“Conseguiram quebrar os Correios de novo”. “Cada rombo que as estatais tem, bilionários, o governo olha pro orçamento e cobre. Como você tira isso, é dinheiro que falta para por um ar-condicionado na sala de aula, na hora de pagar melhor o professor, que faz falta na segurança pública. A partir de 2027, o governo federal não vai ter um centavo de margem para fazer um investimento. Ele dá um vale-gás, assistencialismo barato, para as pessoas que precisam disso, mas está dando com uma mão e tirando com a outra. O Lula promete que vai dar café, almoço e janta, desde 2002”.

Privatização

“Sou à favor de privatizações e temos que olhar caso a caso. Vejo pelo mundo que há uma tendência de cada vez mais protecionismo. O que está na moda agora? Terras raras e o Brasil tem a segunda maior reserva, perdendo só para a China. São minerais que são usados para fazer chips, na nanotecnologia, inteligência artificial. E o Brasil tem sequer hoje um estudo sobre como refinar essas terras raras e extrair esses minérios aqui no nosso País, e não ficar só exportando como commodity, como acontece com minério de ferro. Temos que ter investimento público, mas sem criar uma estatal. Talvez uma parceria Público Privada, pois não temos a tecnologia”.

“Não dá para achar que vamos privatizar tudo…, mas vamos privatizar 95%. ‘Vambora'”.

“O Paulo Guedes falava muito isso: em várias das estatais, elas servem como um esqueleto que a gente consegue arrumar, põe de pé, fica firme, começa a dar superávit, mas vem o PT e faz o que está fazendo, com R$ 20 bi em déficit. Por quê? Bota gente pra roubar…”.

“A minha equipe econômica, pode ter certeza, que vai propor algo muito moderno ao País”.

EUA

“Não digo apoio, porque não vai ter nenhum país interferindo aqui. Ele pode ‘dar uma torcida’ ou ter a preferência dele. Mas o Trump olha o mundo dando preferência para os EUA. O presidente aqui tem que olhar para esta relação, olhando o melhor para os brasileiros. Não vou ter problema nenhum para sentar com todas potências porque vou ser pragmático. Tenho que sentar com a China, Israel, Mundo Árabe, e a Europa. Em relação à energia, infraestrutura, tecnologia. Só espero que o Lula não continue e tome uma ‘cachaça’ antes de falar com Trump”.

Ministro da Fazenda

“Eu conversei com o André Esteves, mas ele viu que o salário não vale a pena e não aceitou. Mas é brincadeira”.

“Acho que ainda está muito cedo para falar disso. A imprensa falou de Mansueto de Almeida, Roberto Campos Neto…mas não conversei com nenhum deles. São nomes excepcionais e acho que podem contribuir muito para o nosso Brasil, mas nomes a gente vê só lá para frente. Tem que ser no mínimo igual ao Paulo Guedes. Aqui subiu a régua. Podem ter uma certeza: Vai ser muito melhor do que o Haddad”.

“Não tenho prazo, e deixo aproveitar a oportunidade porque vejo uma certa maldade quando a mídia especula nomes. Daqui a pouco vão criar uma narrativa que as pessoas não estão aceitando caminhar comigo nesse projeto de resgate do Brasil, como aconteceu com o Paulo Guedes lá atrás. Não tem prazo ou nome para ser colocado ainda. Mas estou conversando com várias pessoas”.

(Mais em breve)