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Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio mesmo com alta dos estoques nos EUA

Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio mesmo com alta dos estoques nos EUA

Brent e WTI avançam nesta quarta-feira (11), com mercado reagindo ao risco no Estreito de Ormuz, à liberação de reservas pela AIE e aos dados semanais do DOE

Os preços do petróleo sobem nesta quarta-feira (11) em um pregão marcado por forte volatilidade, com os investidores divididos entre os desdobramentos no Oriente Médio e os dados semanais de estoques nos Estados Unidos.

Por volta de 13h32, o barril do Brent para maio avançava 5,10%, a US$ 92,28, enquanto o WTI para abril subia 4,96%, a US$ 87,59.

O movimento é uma recuperação após a forte queda da véspera, quando declarações do presidente dos EUA Donald Trump, sugerindo que a guerra com o Irã poderia terminar antes do previsto, aliviaram parte dos prêmios de risco embutidos na commodity.

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Nesta quarta, contudo, o petróleo voltou a ganhar força à medida que os investidores reavaliaram o risco geopolítico no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás natural.

A região permanece no centro das preocupações do mercado em meio à escalada militar entre EUA, Israel e Irã e ao temor de interrupções prolongadas no fornecimento global de energia.

O avanço da commodity ocorreu mesmo após o Departamento de Energia dos EUA (DOE) divulgar alta de 3,824 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto na semana passada — bem acima do consenso de mercado, que apontava para aumento de 1,1 milhão de barris. Em Cushing, importante hub logístico acompanhado de perto pelos traders, os estoques cresceram 117 mil barris.

Do lado dos derivados, porém, o sinal foi mais construtivo para os preços. Os estoques de gasolina recuaram 3,654 milhões de barris, enquanto os de destilados caíram 1,349 milhão de barris — indicando demanda ainda resiliente em segmentos relevantes do consumo de combustíveis.

O mercado também acompanhou as discussões entre membros da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre a liberação de reservas estratégicas para conter os efeitos da crise de abastecimento. Os países-membros concordaram em liberar 400 milhões de barris em uma tentativa de amenizar o impacto do colapso dos fluxos energéticos pelo Estreito de Ormuz.

Ainda assim, a percepção predominante do mercado é de que a medida não elimina o risco de um choque mais duradouro na oferta. O bloqueio da rota e os novos ataques na região mantêm elevado o prêmio geopolítico dos contratos futuros — clima reforçado por declarações atribuídas ao comando militar do Irã de que o barril poderia chegar a US$ 200.

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