O boletim Focus desta segunda-feira (27) trouxe nova rodada de revisões para cima nas estimativas de inflação para 2026, consolidando uma tendência que já dura sete semanas seguidas para o IPCA e para o IGP-M.
A mediana das projeções para o IPCA de 2026 subiu de 4,80% para 4,86% — sétima semana consecutiva de alta. Para abril especificamente, a estimativa avançou de 0,66% para 0,70%, também pelo sétimo mês seguido, com os respondentes dos últimos cinco dias úteis já projetando 0,72%. O número acumulado em 12 meses suavizado recuou levemente, de 4,11% para 4,09%.
O IGP-M de 2026 também foi revisado para cima, passando de 4,66% para 4,80% — oitava semana de alta consecutiva. Para abril, a aceleração foi ainda mais pronunciada: a estimativa saltou de 1,39% para 2,29%, o maior avanço semanal entre os indicadores acompanhados pelo Focus.
Selic e PIB
A Selic ficou estável na comparação semanal, com a mediana mantida em 13% ao ano para o fim de 2026 — patamar que se repete pela primeira semana. Para junho, a projeção também ficou em 14,25% ao ano, estável na comparação semanal. O câmbio para o fim de 2026 recuou levemente, de R$ 5,30 para R$ 5,25 por dólar, pelo terceiro mês seguido de queda, enquanto para abril a mediana passou de R$ 5,08 para R$ 5,05.
O PIB de 2026 ficou virtualmente estável, com leve queda de 1,86% para 1,85% na mediana agregada — primeira semana de recuo após período de estabilidade. As projeções para 2027, 2028 e 2029 seguiram inalteradas em 1,80%, 2% e 2%, respectivamente.
No campo fiscal, a dívida líquida do setor público permaneceu estável em 69,9% do PIB para 2026, com o resultado primário mantido em -0,50% do PIB pelo décimo mês consecutivo.
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