A Vivo (VIVT3) quer identificar falhas na sua rede de fibra antes que o cliente as perceba. Para isso, a empresa lançou uma iniciativa que combina analytics e IA (Inteligência Artificial) na gestão da rede.
O projeto usa agentes instalados nos modems dos clientes, coleta contínua de telemetria técnica, arquitetura em nuvem, modelos de machine learning e painéis operacionais com agentes analíticos. Na prática, a companhia migra de um modelo reativo, que só age após a falha, para uma abordagem proativa de identificação de problemas.
A iniciativa acompanha um movimento do setor de tecnologia, que tem apostado em IA para ganhar produtividade e melhorar produtos. A TOTVS (TOTS3) segue o mesmo caminho com a LYNN, sua plataforma de inteligência artificial.
O CEO Dennis Herszkowicz comentou ao EuQueroInvestir como enxerga esse movimento e por que acredita que o mercado penaliza de forma equivocada as empresas de software. Clique aqui para ler a entrevista completa.
Em relatório, o Bradesco BBI classificou a notícia como positiva para a Vivo, ainda que sem impacto no preço-alvo ou nas estimativas do banco para o papel.
Os analistas Daniel Federle e Flávia Meireles apontam dois benefícios:
- Antecipar falhas eleva a qualidade do serviço e melhora o suporte, o que tende a reduzir o churn, a saída de clientes da base;
- Resolver um problema antes da interrupção também custa menos do que remediar a queda depois que ela acontece, o que traz eficiência no capex de manutenção da companhia.
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