A Vivara (VIVA3) dispõe de instrumentos para proteger suas margens diante da forte alta nos preços do ouro e da prata, sendo o preço a principal alavanca, seguido pela otimização de peso dos produtos, avaliam os analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer da XP Investimentos em relatório desta segunda-feira (6) que atualiza o preço-alvo da ação para R$ 38, de R$ 41, para o final de 2026.
“Nossa conclusão: a Vivara dispõe de instrumentos para proteger suas margens, sendo o preço a principal alavanca, seguido pela otimização de peso dos produtos. Do ponto de vista de ROIC (Retorno sobre o Capital Investido), enxergamos um caminho crível para que a otimização de estoques da Life mantenha os retornos das lojas em níveis saudáveis”, destacam os analistas.
A empresa tem sido uma das piores performances do varejo brasileiro no ano, pressionada pelas preocupações dos investidores com a forte alta dos preços do ouro e da prata. Desde o início de 2025, os preços do ouro e da prata avançaram cerca de 80%-160%, impulsionados por tensões geopolíticas e por uma demanda industrial mais forte por prata.
Pressão estrutural
A XP analisou os vetores estruturais desse movimento e concluiu que a demanda deve se manter elevada, tornando os preços mais altos da prata um desafio estrutural, e não um choque temporário.
“Ainda assim, a volatilidade é inerente ao mercado de commodities e, em certa medida, imprevisível, como evidenciado pelos movimentos de preços observados neste ano”, pontuam Eiger, Caravina e Sumer.
O “gold bullet” da Vivara
Os analistas identificam o preço das joias como a principal alavanca de mitigação da Vivara.
“Enxergamos o preço das joias como a principal alavanca, com o atual desconto da Vivara em relação à Monte Carlo oferecendo espaço para reajustes sem comprometer o posicionamento da marca. Alavancas operacionais adicionais devem contribuir para mitigar a pressão de custos e oferecer algum colchão de margem em cenários mais otimistas”, afirmam.
Do ponto de vista de ROIC, a XP acredita que a otimização de estoques da Life deve sustentar retornos saudáveis, enquanto a dinâmica de ROIC da Vivara não preocupa.
A XP conclui que 2026 será um teste relevante para a qualidade e a resiliência do negócio.
“Em suma, nossa análise nos dá conforto para manter a Vivara como nossa principal recomendação. 2026 será um teste relevante para a qualidade e a resiliência do negócio, teste que acreditamos que a empresa irá superar”, concluem Eiger, Caravina e Sumer.






