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JHSF acelera transição para renda recorrente e pode destravar valor, diz XP

JHSF acelera transição para renda recorrente e pode destravar valor, diz XP

Foco em ativos de alta renda e diversificação geográfica sustenta perspectiva de crescimento mais resiliente no longo prazo

A JHSF (JHSF3) está acelerando sua transição para um modelo de negócios baseado em renda recorrente, em um movimento que deve reduzir a volatilidade dos resultados e aumentar a previsibilidade do fluxo de caixa nos próximos anos, segundo relatório da XP Inc..

De acordo com os analistas, a companhia intensificou seu ciclo de investimentos (CAPEX) com foco na expansão de ativos geradores de receita contínua. Entre os principais projetos estão novos hotéis e restaurantes da marca Fasano em destinos internacionais como Londres, Miami, Milão, Cascais e Sardenha, além de iniciativas no Brasil e na América do Sul.

“A estratégia da JHSF está claramente direcionada para aumentar a participação de receitas recorrentes, o que deve melhorar significativamente a visibilidade dos resultados ao longo do tempo”, afirmam os analistas da XP.

No segmento de shoppings, a empresa também avança com a expansão da área bruta locável do Shopping Cidade Jardim e com a abertura do Shops Faria Lima, prevista até o fim de 2027. A expectativa é que, à medida que esses projetos amadureçam, cerca de 71% da receita total da companhia passe a vir de fontes recorrentes até 2030.

“A redução da dependência do desenvolvimento imobiliário tende a diminuir o risco do negócio, ao mesmo tempo em que sustenta uma geração de caixa mais estável”, destacam os analistas.

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JHSF aposta em expansão internacional e aeroportos como vetores de crescimento

Outro destaque do relatório é o negócio de aeroportos, considerado um dos ativos mais promissores da companhia. A JHSF está ampliando sua capacidade para 19 hangares, com potencial de expansão para até 24 no médio prazo. As receitas incluem aluguel de hangares, serviços de apoio (FBO), venda de combustível e uso da pista.

Na avaliação da XP, há ainda espaço para crescimento adicional com a possível construção de um novo terminal, potencialmente voltado à aviação comercial, diante das restrições operacionais do Aeroporto de Congonhas e da dinâmica do Aeroporto de Guarulhos.

“A operação de aeroportos combina alta renda, demanda resiliente e múltiplas avenidas de monetização, o que a torna um ativo estratégico dentro do portfólio da JHSF”, apontam os analistas.

Apesar da visão positiva, o relatório ressalta riscos relevantes, como possíveis atrasos na entrega dos projetos, custos de investimento acima do esperado e um ritmo mais lento de vendas de estoques imobiliários, além de incertezas regulatórias no segmento de aviação.

Ainda assim, a XP mantém recomendação favorável para a companhia, destacando que as ações negociam a cerca de 6,0 vezes EV/EBITDA projetado para 2027, o que representa, segundo a instituição, um potencial de valorização de aproximadamente 41% em relação aos níveis atuais.

“Vemos a JHSF como uma tese em transição para um perfil de menor risco, com valuation atrativo e múltiplos ainda descontados frente ao potencial de transformação do negócio”, concluem os analistas.