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PRIO e Ultrapar roubam a cena no setor de petróleo e gás

PRIO e Ultrapar roubam a cena no setor de petróleo e gás

BTG reforça PRIO e Ultrapar como top picks após CEO Conference com foco em dividendos e crescimento

A PRIO (PRIO3) avança bem com seus projetos orgânicos, com o primeiro óleo de Wahoo esperado para março, enquanto executa recompras de ações e potencialmente apresenta uma política de dividendos ao mercado nos próximos meses. Já a Ultrapar (UGPA3) apresenta resultados robustos em todas as unidades de negócio, demonstrando maior conforto em relação à Ultragaz e crescimento inorgânico com impacto limitado ao balanço patrimonial.

Essas foram as principais impressões captadas pelo BTG Pactual durante a CEO Conference 2026 realizada na semana passada, que reforçaram a alta convicção do banco em PRIO e Ultrapar como as principais escolhas no setor de petróleo e gás brasileiro, seguidas por Vibra como terceira preferência setorial.

PRIO: Dividendos no radar

O BTG destaca que “os projetos orgânicos estão avançando bem, com recompras em execução; dividendos podem vir no segundo semestre de 2026, segundo nossas estimativas”.

A PRIO progride em três frentes principais: o primeiro óleo de Wahoo esperado para março, as iniciativas de economia de despesas operacionais em Peregrino evoluindo bem (economias em despesas gerais e administrativas e remoção do flotel – embarcação de apoio – já realizadas, com reparo da linha de gás esperado para os próximos meses), e a emenda à licença de perfuração de Frade provavelmente chegando no segundo trimestre de 2026, permitindo perfurações até o fim do ano.

Enquanto isso, “a companhia continua a executar recompras e analisar projetos potenciais para 2028+”, como a interligação entre Peregrino e o FPSO de Tubarão Martelo.

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O banco observa que “a PRIO deve divulgar uma política de dividendos baseada em alavancagem nos próximos meses”, mas as discussões com a administração reforçaram a visão de que a PRIO poderia pagar dividendos no segundo semestre de 2026, antes de atingir 1 vez o múltiplo da dívida líquida sobre o Ebitda.

Ultrapar: facahda do posto Ipiranga, controlado pelo grupo

Ultrapar: Bom momentum

Para a Ultrapar, o BTG percebeu entusiasmo da administração em relação aos resultados do quarto trimestre de 2025. O banco nota que “o cenário competitivo para Ipiranga melhorou materialmente no segundo semestre de 2025, o que permitiu ganhar volumes/participação de mercado”.

A gestão mencionou que a substituição do sistema ERP poderia gerar aproximadamente de R$ 5 a R$ 10 por metro cúbico em economias de despesas administrativas até 2027.

Na Ultragaz, a empresa acredita que mudanças propostas pela ANP perderam força após a aprovação da medida provisória Gás do Povo e disse que “continua a buscar oportunidades de alocação de capital com retornos atrativos, incluindo novos negócios”, como fez com Hidrovias.