Café
Home
Notícias
Ações
JBS terá um resultado “decente”, dizem analistas

JBS terá um resultado “decente”, dizem analistas

A expectativa é de crescimento de receita, embora com recuo no EBITDA

A JBS (JBSS32) deve apresentar um trimestre considerado sólido na maior parte de suas operações, com desempenho equilibrado entre as divisões e geração relevante de caixa. A expectativa é de crescimento de receita, embora com recuo no EBITDA na comparação anual, refletindo bases mais fortes no ano anterior e alguma compressão de margens em determinadas unidades. A divulgação dos resultados do quarto trimestre do ano passado será divulgada em 24 de março.

De acordo com estimativas da XP, a companhia deve registrar receita consolidada de R$ 129,6 bilhões no trimestre, alta de 11% na comparação anual e de 5% frente ao trimestre anterior. Já o EBITDA ajustado é projetado em R$ 8,9 bilhões, queda de 17% ano contra ano e de 10% na base trimestral. Ainda assim, a geração de caixa livre (FCF) deve atingir R$ 3,8 bilhões, impulsionada pela liberação sazonal de capital de giro, especialmente nas operações de carne bovina e suína nos Estados Unidos.

Entre os destaques positivos está a divisão JBS Brasil, que deve apresentar crescimento expressivo de 45% no EBITDA na comparação anual e de 17% frente ao trimestre anterior, mesmo com leve compressão de margem. O desempenho é sustentado por preços robustos e maiores volumes. A operação na Austrália também tende a se sobressair, com avanço estimado de 24% na receita e de 46% no EBITDA em relação ao ano passado, beneficiada por condições favoráveis de oferta e demanda no mercado global de carne bovina.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a unidade de bovinos deve registrar margem ajustada negativa de 1%, ainda pressionada, mas com expectativa de desempenho melhor que o da indústria, apoiado em contratos futuros de gado. Já a operação de suínos pode apresentar expansão marginal de margem, mesmo com leve queda de receita.

O ponto de maior atenção continua sendo a Seara. Apesar de projetar avanço trimestral de 10% no EBITDA e melhora de margem, a divisão deve apresentar retração de 27% na comparação anual, impactada por bases mais fortes e pelo ambiente de consumo doméstico mais fraco no Brasil. Ainda assim, a maior exposição às exportações pode ajudar a mitigar parte dessa pressão.

Publicidade
Publicidade