O resultado do quarto trimestre de 2025 da JBS (JBSS32) apresentado nesta quarta-feira (25) foi considerado “razoável” pelos analistas da XP Investimentos.
Segundo a avaliação, a empresa não atingiu o esperado na receita líquida, ficando 4% abaixo, enquanto o Ebitda ajustado IFRS superou o projetado em 3%.
Já o lucro o lucro líquido também veio abaixo do esperado, refletindo despesas financeiras acima do antecipado e ajustes pontuais.
A Ativa Investimentos, por sua vez, reconheceu o “sólido” nível de receitas, “com ganhos vindos da demanda resiliente e preços elevados, apesar da pressão de custos impactando a rentabilidade.
“Este resultado não se diferenciou muito do último, com os ciclos ainda pressionando e podendo permanecer nestes níveis por um tempo. Apesar do momento mais desafiador, a solidez da companhia, além de um nível de upside positivo, nos faz reiterar recomendação de compra”, apontou o analista Lucas Dias. O preço-alvo é de R$ 99.
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Diversificação bem-vinda
“Em alguns momentos, criticamos a JBS por sua exposição a todas as proteínas e regiões, o que limita a possibilidade de capturar ciclos específicos de commodities; porém, a excelência operacional e a gestão do passivo da companhia mudaram seu perfil de geração de valor ao acionista“, apontaram os analistas Leonardo Alencar, Pedro Fonseca e Samuel Isaak.
Ainda assim, com um cenário tão volátil quanto possível, como a guerra no Irã, surtos de gripe aviária, escrutínio governamental, greves de trabalhadores, “a diversificação de lucros é mais do que bem-vinda“, apontou a XP.
Segmentos
No lado positivo, a XP ressaltou o bom desempenho da JBS Australia, que pode levar a revisões de lucros , e a Seara, que superou seu principal concorrente.
Já em US Pork, o trimestre foi “sólido” e acima do esperado.
A margem positiva em US Beef foi inesperada e o FCF (Fluxo de Caixa Livre foi forte, em R$ 5 bilhões, acima da estimativa de R$ 3,8 bilhões.
“Ainda assim, além de um trimestre decepcionante para JBS Brazil e PPC, observamos piora nas condições do ciclo do frango no Brasil e nos EUA, juntamente com as piores margens já registradas para o setor de carne bovina nos EUA no T1 (com a forte recuperação de margens observada ao longo de março ainda sendo avaliada quanto à sua sustentabilidade)”, concluem os analistas da XP.
Vale lembrar que a companhia também anunciou um dividendo esperado de US$ 1 por ação, com aproximadamente 6,7% de yield, a ser pago em 17 de junho.
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