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Embraer (EMBJ3) bate sexto recorde de backlog, salta 47% em entregas e empolga BBI

Embraer (EMBJ3) bate sexto recorde de backlog, salta 47% em entregas e empolga BBI

Backlog total alcançou recorde de US$ 32,1 bilhões com modelos E2 dominando 61% da carteira; BBI reitera preço-alvo de R$ 121 para 2026

A Embraer (EMBJ3) divulgou, após o fechamento do mercado de segunda-feira (27), o relatório de entregas e carteira de pedidos do primeiro trimestre de 2026. A fabricante brasileira reportou backlog total recorde de US$ 32,1 bilhões, alta de 2% ante o quarto trimestre de 2025, e entregou 44 aeronaves no período, crescimento de 47% no comparativo anual.

A composição das entregas combinou 10 jatos comerciais, 29 jatos executivos, 1 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano. Trata-se do sexto trimestre consecutivo de backlog recorde, a marca sustentou uma leitura positiva do Bradesco BBI sobre a Embraer.

“Avaliamos o relatório de entregas e carteira de pedidos como positivo, reforçando um elemento importante de redução de risco na tese ao aumentar a visibilidade de receitas futuras”, afirmaram os analistas André Ferreira e Ricardo França, do Bradesco BBI.

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Aviação comercial em alta

A divisão comercial encerrou o trimestre com backlog de US$ 15,0 bilhões, avanço trimestral de 3%. O movimento foi impulsionado pela adição de 21 pedidos firmes, sendo 18 E195-E2 da Finnair e 3 E195-E2 de cliente não divulgado, somados à conversão de dois pedidos de E190-E2 para E195-E2 pela Aircastle.

Com a entrada dos novos contratos, o book-to-bill, indicador que mede a relação entre pedidos recebidos e entregas em determinado período, alcançou 3x na divisão comercial nos últimos doze meses. A carteira passou de 459 para 470 aeronaves entre o fim de 2025 e o encerramento do primeiro trimestre de 2026.

“Pelo sexto trimestre consecutivo, a Embraer reporta backlog recorde, com destaque para a aviação comercial, onde os E2 já representam 61% da carteira, fator que tende a reduzir descontos e favorecer expansão de margens nos próximos anos”, destacaram os analistas.

Na aviação executiva, o backlog permaneceu estável em US$ 7,6 bilhões. As entregas representaram 18% do ponto médio do guidance de 2026, percentual acima da média histórica do primeiro trimestre.

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Defesa pode reagir

A divisão de Defesa & Segurança recuou 4% ante o trimestre anterior, em meio à ausência de novos pedidos. Já a unidade de Serviços & Suporte avançou para US$ 5,1 bilhões, alta trimestral de 4%, sustentada por novos contratos de longo prazo.

“Apesar da retração pontual em Defesa & Segurança, vemos potencial de recomposição do backlog no segmento com seleções ainda não efetivadas do KC-390 (Eslováquia e Lituânia) e possíveis novas encomendas, inclusive de países da Otan”, afirmaram Ferreira e França.

O Bradesco BBI reiterou recomendação de compra para Embraer, com preço-alvo de R$ 121,00 para o fim de 2026.

“Mantemos, portanto, visão construtiva para a Embraer, com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 121,00 para o fim de 2026, sustentados por momento favorável de pedidos e perspectiva de melhora operacional”, concluíram os analistas do Bradesco BBI.

Perguntas frequentes sobre Embraer (EMBJ3)

O backlog recorde, o salto nas entregas e a recomendação de compra do Bradesco BBI estão entre os principais pontos do relatório de carteira de pedidos da Embraer no primeiro trimestre de 2026. Confira abaixo as respostas para as dúvidas mais comuns.

Quantas aeronaves a Embraer entregou no primeiro trimestre de 2026?

A companhia entregou 44 aeronaves no período, alta de 47% na comparação anual. O total reúne 10 jatos comerciais, 29 jatos executivos, 1 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano.

Qual o tamanho do backlog da Embraer no 1T26?

O backlog total atingiu recorde de US$ 32,1 bilhões, avanço de 2% ante o quarto trimestre de 2025. É o sexto trimestre consecutivo de carteira de pedidos em patamar recorde.

Qual a recomendação e o preço-alvo do Bradesco BBI para EMBJ3?

O Bradesco BBI manteve recomendação de compra para Embraer (EMBJ3), com preço-alvo de R$ 121,00 para o fim de 2026, sustentado pelo momento favorável de pedidos e pela perspectiva de melhora operacional.

O que é o book-to-bill e qual o indicador atual da Embraer?

O book-to-bill mede a relação entre novos pedidos recebidos e entregas em determinado período. Na divisão de aviação comercial da Embraer, o indicador alcançou 3x nos últimos doze meses, sinalizando volume de novos pedidos três vezes superior às entregas.

Por que os modelos E2 são relevantes para a tese de investimento?

Os E2 já respondem por 61% da carteira da aviação comercial. Para o Bradesco BBI, a maior participação desses modelos no mix tende a reduzir descontos comerciais e favorecer a expansão de margens nos próximos anos.

Como se comportou a divisão de Defesa & Segurança no trimestre?

A divisão recuou 4% ante o trimestre anterior, reflexo da ausência de novos pedidos no período. O Bradesco BBI vê potencial de recomposição com seleções pendentes do KC-390 na Eslováquia e na Lituânia, além de possíveis encomendas de países da Otan.