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Direcional registra lucro de R$ 211 milhões no 4T25 e mantém margens elevadas

Direcional registra lucro de R$ 211 milhões no 4T25 e mantém margens elevadas

Construtora encerra o quarto trimestre de 2025 com avanço de receita, margem bruta acima de 40% e lucro superior a R$ 211 milhões

A Direcional Engenharia (DIRR3) apresentou um conjunto de números sólidos no resultado do 4T25, reforçando sua posição de destaque no setor de construção civil e no mercado imobiliário. A companhia registrou lucro líquido de R$ 211,4 milhões, com avanço anual e margens operacionais robustas, impulsionadas por disciplina de custos e forte desempenho operacional.

Entre os principais indicadores estão a margem bruta, o crescimento da receita líquida e a manutenção de uma perspectiva positiva para dividendos e lançamentos imobiliários, fatores que seguem sustentando o interesse nas ações da Direcional.

A análise do Santander foi elaborada pelos analistas Fanny Oreng, Matheus Meloni e Luis Wadt, que destacam que os resultados vieram majoritariamente em linha com as estimativas mais otimistas do mercado. O desempenho reforça a consistência da companhia em manter níveis elevados de rentabilidade mesmo em um ambiente competitivo no setor imobiliário.

Receita cresce e margens continuam como destaque

A receita líquida da Direcional atingiu R$ 1,23 bilhão no quarto trimestre de 2025, representando crescimento de 32,6% na comparação anual de resultados. O valor também ficou ligeiramente acima das estimativas dos analistas, indicando forte ritmo de vendas e evolução nos projetos em andamento.

O principal destaque, no entanto, foi novamente a margem bruta, que alcançou 40,7%, com avanço de 68 pontos-base em relação ao trimestre anterior. Segundo os analistas, esse desempenho reflete a estratégia de controle de custos adotada pela construtora, além da eficiência na execução dos empreendimentos.

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Outro indicador relevante foi a margem do backlog, que permaneceu em um nível elevado de 44,6%, ainda que tenha registrado leve recuo trimestral. Mesmo assim, o patamar segue considerado robusto e reforça a expectativa de rentabilidade consistente nos projetos futuros.

Rentabilidade elevada e forte geração de valor

O desempenho operacional também se refletiu nos indicadores de rentabilidade da companhia. O ROE anualizado da Direcional atingiu 44%, o que representa um avanço significativo em relação aos resultados trimestre anterior.

A margem EBITDA ajustada ficou em 28,3%, levemente abaixo das estimativas dos analistas. Esse resultado foi impactado principalmente pelo aumento das despesas gerais e administrativas. Ainda assim, parte desse efeito foi compensada por outras despesas operacionais melhores do que o esperado.

O lucro líquido de R$ 211,4 milhões ficou em linha com as projeções, sustentado também por resultados financeiros mais positivos do que o previsto. Segundo a análise, a participação de minoritários acima do esperado esteve relacionada à venda de participação na Riva.

Perspectivas incluem crescimento e dividendos

Para os próximos anos, as perspectivas seguem positivas para a Direcional. A análise aponta um crescimento anual composto do lucro por ação (CAGR) de cerca de 20% entre 2025 e 2028, o que pode reforçar a atratividade das ações da companhia no mercado.

Outro ponto que chama atenção é o potencial de dividendos elevados, com estimativa de dividend yield de 6,9% em 2026 e 11,6% em 2027. Esse nível de remuneração aos acionistas tende a fortalecer o interesse de investidores que buscam renda recorrente.

Além disso, há expectativa de crescimento nas vendas e nos lançamentos imobiliários, especialmente caso a joint venture da companhia na região Nordeste apresente desempenho positivo. Caso essa estratégia avance conforme o esperado, a Direcional pode ampliar sua presença em mercados regionais e sustentar o ritmo de expansão nos próximos anos.

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