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Banco do Brasil aperta crédito rural para conter inadimplência

Banco do Brasil aperta crédito rural para conter inadimplência

Banco adota originação mais rígida e renegociações para estabilizar carteira do agronegócio

O Banco do Brasil (BBAS3) tem adotado uma postura mais conservadora na concessão de crédito rural, especialmente no agronegócio, em meio ao aumento da inadimplência do setor. 

A avaliação é do Safra após um non-deal roadshow (NDR) com a equipe de Relações com Investidores da instituição.

Segundo o banco de investimentos, o BB vem reforçando a disciplina na originação de crédito e adotando padrões mais rigorosos na análise de risco. 

“O BB tem adotado proativamente uma postura de risco mais prudente, com padrões de originação mais rígidos e um foco maior na disciplina de crédito”, escreveu Rafael Rehder em relatório.

Ainda de acordo com o Safra, os executivos do banco mantiveram um tom conservador para o primeiro semestre de 2026, ao reconhecer que a dinâmica do crédito rural continua desafiadora no início do ano.

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“Os indicadores de crédito rural permanecem em uma fase desafiadora no início do ano”, destacaram os analistas após as reuniões com a equipe de RI do banco.

Banco do Brasil busca estabilizar carteira do agronegócio

Na avaliação do Safra, o principal foco do Banco do Brasil neste momento é estabilizar a carteira de crédito do agronegócio, diante de um ambiente operacional mais complexo no setor.

Segundo o relatório, o banco ajustou o apetite de risco e passou a utilizar renegociações como uma ferramenta para evitar a formação de novos empréstimos inadimplentes (NPLs).

“O banco ajustou seu apetite de risco, usando renegociações principalmente como ferramenta para conter a formação de novos NPLs e apoiar os clientes ao longo do ciclo”, afirmaram os analistas.

O Safra destacou ainda que os padrões de originação foram recalibrados, com maior uso de garantias, maior seletividade na concessão de crédito e menor exposição por cliente.

Cerca de 25% da carteira rural teve o prazo estendido por meio de renegociações ou rollovers, movimento que, segundo o relatório, pode ajudar a reduzir a pressão de inadimplência no curto prazo e tornar a carteira mais resiliente ao longo do ano.

Diante dessa abordagem mais prudente, a expectativa do banco é que a carteira de crédito do agronegócio permaneça praticamente estável em 2026.