A Dasa (DASA3) anunciou a incorporação de três subsidiárias integrais — Fernando Henriques Pinto Junior & Cia, Aliança Biotecnologia e Instituto de Hematologia de São José do Rio Preto — em um movimento de consolidação que extinguirá as empresas e transferirá à companhia a totalidade de seus ativos, direitos e obrigações. A operação foi aprovada pelo Conselho de Administração, mas ainda depende de referendo dos acionistas em assembleia marcada para 28 de abril.
O objetivo declarado é enxugar a estrutura do grupo, eliminar redundâncias e liberar eficiências operacionais — o que, na prática, significa redução de custos com governança, gestão e alocação de pessoal em entidades que já funcionavam como braços diretos da Dasa. O custo total estimado para viabilizar as incorporações é de apenas R$ 331 mil, valor que inclui avaliações patrimoniais, assessoria jurídica e despesas cartoriais.
Do ponto de vista financeiro, a operação não altera o capital social da companhia nem gera novas ações, já que a Dasa detinha 100% das três subsidiárias. Os ativos e passivos envolvidos já estavam consolidados nas demonstrações financeiras da empresa pelo método da equivalência patrimonial. Também não há direito de recesso para os acionistas.
Empresas absorvidas
As três empresas absorvidas atuam em segmentos complementares ao core da Dasa. A Fernando Henriques, sediada em Ribeirão Preto, opera com análises clínicas e patológicas. A Aliança Biotecnologia, de Maringá, atua em diagnóstico molecular em humanos e animais, além de desenvolver kits diagnósticos e vacinas. Já o Instituto de Hematologia, de São José do Rio Preto, presta serviços de atendimento médico, exames laboratoriais e vacinação.
Se aprovada na assembleia, a eficácia das incorporações está prevista para 4 de maio de 2026. A consultoria Apsis foi contratada para elaborar os laudos de avaliação patrimonial das subsidiárias, tomando como base os balanços de 31 de dezembro de 2025.
O movimento faz parte de um esforço mais amplo da Dasa de racionalizar sua estrutura após anos de expansão acelerada por aquisições — estratégia que gerou complexidade societária e pressionou resultados nos últimos ciclos.






