Vem aí mais uma temporada de balanços, agora com os dados do primeiro trimestre de 2026. Entre as empresas financeiras não-bancárias, qual das companhias deverá entregar o melhor resultado: B3 ($B3SA3), BTG (BPAC11) ou XP (XPBR31)? O banco Safra preparou um relatório com as perspectivas para as três empresas.
E entre as três, a B3 deve se destacar. O banco de investimentos elevou suas estimativas para a operadora da bolsa de valores brasileira após a divulgação dos dados operacionais de março e a revisão das premissas macroeconômicas. No operacional, o ADTV total atingiu R$ 37,3 bilhões em março, recuando 5% na comparação mensal, mas avançando robustos 48% na base anual, com o segmento de ações à vista apresentando desempenho sequencial amplamente estável.
“Olhando à frente, seguimos vendo um cenário construtivo para a B3, sustentado por elevada volatilidade e atividade robusta no mercado de capitais”, ressaltou o relatório do Safra, que tem preço-alvo de R$ 23.
BTG: recomendação de compra
Para o BTG, que deve divulgar seu resultado em 12 de maio, antes da abertura do mercado, a recomendação é de compra e preço-alvo de R$ 71. O banco Safra avaliou que, mesmo que a área de Sales & Trading (S&T) também apresente alguma fraqueza, a diversificação de receitas do BTG deve permitir um trimestre sólido, sustentado pela resiliência de negócios como Wealth Management (WM), crédito corporativo e banco de varejo.
“Esperamos crescimento de receita de 29% na comparação anual, com leve queda de -3% na base trimestral, principalmente influenciada por IB e S&T”, diz trecho do relatório.
No resultado consolidado como um todo, o banco Safra, projeta lucro líquido de R$ 4,392 bilhões (alta de 30% na comparação anual), com ROE (Return on Equity) de 24,5%.
Já para XP, que tem recomendação neutra e preço-alvo de US$ 23, é esperado crescimento de 8% na receita líquida na comparação anual (ante 10% no terceiro trimestre).
Para as receitas de varejo, projetamos alta de 10% na base anual, impulsionada principalmente por receitas não core (como cartões, previdência e seguros), além do benefício relacionado ao desmonte da estrutura de fundos offshore (Coliseu).
No geral, o Safra espera que o lucro antes de impostos (EBT) recue -8% trimestre contra trimestre, para R$ 1,425 bilhão, enquanto o lucro líquido deve permanecer estável sequencialmente em R$ 1,344 bilhão, beneficiado por uma menor alíquota efetiva de impostos, implicando um ROE de 22,2%.






