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Após trimestre ruim, Brava pode ter recuperação nos resultados

Após trimestre ruim, Brava pode ter recuperação nos resultados

Com o aumento no volume de venda de petróleo, que cresceu 8% no primeiro trimestre do ano, juntamente com os preços mais elevados do Brent

Com o aumento no volume de venda de petróleo, que cresceu 8% no primeiro trimestre do ano, juntamente com os preços mais elevados do Brent, a Brava Energia (BRAV3) pode ter uma recuperação sequencial nos resultados.

É o que avalia o relatório do banco Safra sobre os dados da prévia operacional da petroleira. O banco de investimentos prevê preço-alvo de R$ 27 para o papel, o que significa uma valorização em potencial de 31%.

No entanto, desde setembro do ano passado, os papéis BRAV3 têm se valorizado abaixo do índice Ibovespa.

Como foi a produção trimestral

A Brava reportou números considerado negativos de produção em março, com a produção caindo 7% na comparação mensal, para 74,2 mil barris de óleo equivalente por dia (boepd).

“Essa queda foi impulsionada principalmente pela menor produção em Atlanta (-24% mês a mês), devido a uma intervenção realizada em uma bomba, além de uma redução de 6% em Papa Terra”, avaliou o Safra.

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Segundo o relatório do banco, esses efeitos foram parcialmente compensados por um aumento de 26% em Parque das Conchas, após a normalização da produção que havia sido impactada por uma parada programada.

Em relação ao ativo Potiguar, a Brava vem retomando gradualmente as operações nas instalações que haviam sido interrompidas após uma auditoria conduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A companhia espera retornar a níveis normalizados de produção assim que o processo de liberação dessas unidades for concluído, de acordo com o relatório.

Balanço no quarto trimestre de 2025

A Brava divulgou há quase um mês os resultados do quarto trimestre de 2025, marcados por um desempenho operacional fraco. A companhia registrou produção abaixo das expectativas e pressão de custos, além de enfrentar um efeito adverso dos contratos de hedge: firmados em um cenário de excesso de oferta, eles passaram a limitar os ganhos justamente no momento em que o Brent avançou com a escalada da guerra no Irã.

O Ebitda ajustado somou R$ 808 milhões, recuo de 38% em relação ao trimestre anterior, mas com alta de 60% na base anual.

Já o lucro líquido alcançou R$ 588 milhões, superando as expectativas do mercado, que apontavam para um prejuízo de R$ 305 milhões.