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Movida avança com disciplina e crescimento, avaliam analistas

Movida avança com disciplina e crescimento, avaliam analistas

Empresa cresce com aluguel de veículos e margens mais altas, mantendo execução consistente

A Movida (MOVI3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultados sólidos, reforçando sua trajetória de crescimento com avanço operacional e melhora nos indicadores financeiros. O período foi marcado pela expansão das receitas, aumento de margens e continuidade no processo de desalavancagem.

O principal destaque do trimestre foi o desempenho da divisão de aluguel de carros (RAC), que manteve a tendência de recomposição de tarifas, combinada ao aumento no volume de diárias e na taxa de ocupação da frota.

Esse movimento impulsionou a rentabilidade da companhia, levando o retorno sobre o capital investido (ROIC) a 16,6%, o maior nível já registrado. A unidade também contribuiu para ganho de participação de mercado e expansão das margens.

Na operação de gestão de frotas (GTF), voltada ao segmento corporativo, a empresa registrou melhora nos preços e na rentabilidade dos contratos, com novos acordos firmados em condições mais favoráveis. A expectativa é de que esse avanço fortaleça o backlog de receitas e aumente a previsibilidade dos resultados ao longo dos próximos trimestres.

Movida mantém crescimento com foco em rentabilidade

O segmento de seminovos também apresentou desempenho consistente, com manutenção do volume de vendas, evolução no preço médio dos veículos e controle da depreciação, fatores importantes para sustentar a rentabilidade em um modelo de negócio intensivo em capital.

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No consolidado, a companhia reportou lucro líquido de R$ 102 milhões no trimestre, alta de 41% na comparação anual. O resultado reflete não apenas o crescimento da receita, mas também ganhos de eficiência operacional. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, caiu para 2,6 vezes, atingindo o menor nível dos últimos cinco anos.

Apesar dos avanços, a estrutura de capital segue como ponto de atenção. A empresa encerrou 2025 com dívida líquida de R$ 15,5 bilhões, aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. A despesa financeira líquida somou R$ 2,9 bilhões, impactada pelo nível de endividamento e pelo patamar elevado da taxa de juros, indexador relevante na estrutura da dívida.

Por outro lado, a posição de caixa de R$ 6,9 bilhões cobre aproximadamente todos os vencimentos até 2028, o que oferece maior conforto na gestão de curto e médio prazos. Ainda assim, há concentração de amortizações relevantes entre 2029 e 2031.

Na avaliação de analistas do Banco do Brasil, a Movida segue executando sua estratégia com disciplina, tendo o RAC como principal vetor de crescimento. No entanto, o modelo intensivo em investimentos exige continuidade no ritmo de expansão e no desempenho da venda de seminovos para sustentar a desalavancagem e melhorar o perfil de crédito no longo prazo.