Como Banco Mercantil fez com que suas ações dobrassem em um ano? Para Leonardo Ferraz, gerente de Estratégia e Relação com Investidores do Banco Mercantil (BMEB4), a resposta está na forte expansão da carteira de crédito, que saltou 39% em 2025, e na fidelização do público 50+.
É uma estratégia que une o atendimento físico nas 352 agências à alta digitalização das operações e passa pela contratação do cantor Roberto Carlos como garoto-propaganda do banco.
Além do crédito consignado, o banco criou o ecossistema “Meu+”, que oferece serviços não bancários e assistências por assinatura para aumentar a rentabilidade.
Isso tudo resultou em um NPS de 78 e um ROE acima de 40% por cinco trimestres consecutivos. Veja, a seguir, a entrevista com as novidades, como o início da opcionalidade dos créditos privados em CLT, entre outras.
A que você atribuiu a forte alta de 100% das ações em 12 meses?
Leonardo Ferraz: Estamos superfelizes com o que a gente vem entregando. É uma alta que é muito difícil explicar, pois são vários fatores. Temos nos aproximado mais do mercado, mas eu diria que, principalmente, é o reconhecimento do mercado às entregas do banco. Temos crescido muito e com rentabilidade. A carteira do banco cresceu 29% ao ano nos últimos 3 anos, sendo que só no ano passado eu tive um crescimento de 39% da minha carteira de crédito.
É um crescimento muito forte, tanto em tamanho do banco, mas com muita qualidade. Viemos crescendo mais que o dobro do mercado, talvez até o triplo, cerca de 2,9 vezes, porém com uma inadimplência que é menos da metade do mercado.
Isso acaba se materializando em métricas de rentabilidade. Então, o nosso lucro cresceu mais de seis vezes no último ano. Então, provavelmente o mercado tem reconhecido essa entrega de qualidade.

A inadimplência, na verdade, subiu um pouco, cerca de 30 pontos-base e chegou a 3,1%. Por que isso?
A gente começou a operar o consignado privado, mas com muita parcimônia. No último semestre, foi a primeira vez que a gente entrou dessa carteira. É um tipo de ativo que tem uma carteira mais defensiva. Então é um tipo de linha que a gente praticamente gosta, mas a gente ainda vem operando com calma.
Eu tenho um efeito mix que também é relevante. Eu tenho uma carteira que a gente gosta muito que é a de FGTS, que o banco cresceu bastante antes, assim que ela começou ali em 2022. Era uma carteira robusta que eu vinha carregando até então, mas que ela não vem crescendo. E a inadimplência dela é literalmente zero. Então tem um efeito mix aí, que acaba puxando um pouco para cima. Mas o universo do mercado também cresceu. Porém eu ainda continuo rodando um NPL de 90 que é menos da metade mercado. Então é o nível de patamar que a gente ainda se orgulha bastante e entende que ainda é uma carteira extremamente defensiva.
Além do privado, que começou agora no último trimestre, qual outro produto está no radar?
Leonardo Ferraz: A nossa tese aqui ela é a de ser a melhor casa financeira do público 50+. E isso não muda. Eu venho operando o privado como uma opcionalidade. Então eu venho desenvolvendo produtos e soluções pensando sempre nesse público. Em 2025 eu lancei vários produtos em outra frente, que não necessariamente produtos de crédito, mas produtos de serviços e assistências. Criamos um portal de notícias para esse público 50+ e o Meu+, que já é um baita sucesso.
O que é o Meu+?
Leonardo Ferraz: É uma plataforma de serviços de benefícios e assistências. Nosso cliente assina mensalidades que vão de R$ 29,90 a R$ 99,90. Com ele, os clientes têm acesso ao portal de notícias, além de desconto em medicamentos em farmácia, veterinários com desconto muito maior. É uma frente que a gente investiu muito no passado e que gostamos bastante.






