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CEO da América Móvil volta a falar sobre aquisição da Desktop

CEO da América Móvil volta a falar sobre aquisição da Desktop

Daniel Hajj afirma que empresa quer estar “financeiramente saudável” para consolidar pequenas operadoras de fibra na região

Durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2025, Daniel Hajj, CEO da América Móvil, voltou a mencionar a potencial aquisição da Desktop (DESK3) no Brasil.

“Temos algumas fusões e aquisições, como dissemos, costumávamos ter a Telefônica no Chile. Não estamos mais lá, mas ainda temos a Desktop no Brasil. E queremos estar financeiramente saudáveis porque não estamos procurando M&A em outras regiões ou operações materiais. Não, não estamos fazendo e nem procurando nada disso. Mas em nossa região onde operamos, acredito que haverá consolidação no mercado e queremos estar preparados para consolidar pequenas empresas ou empresas de fibra, pequenas empresas de fibra ou haverá muitas coisas”, afirmou o executivo.

A Desktop e a operação

A Desktop é uma operadora que oferece planos de internet 100% fibra óptica e combos com telefonia móvel, sendo reconhecida pela qualidade de seus serviços no interior e litoral paulista. A Claro (América Móvil) confirmou em outubro de 2025 que está avaliando a compra da empresa para expandir significativamente sua presença em São Paulo.

Caso a aquisição se concretize, a Claro se tornaria líder em banda larga no estado de São Paulo, somando a base de 1,19 milhão de assinantes da Desktop à sua própria carteira de clientes. A operação representa um movimento estratégico importante da América Móvil para fortalecer sua posição no mercado brasileiro de telecomunicações.

Desempenho robusto no Brasil

A América Móvil reportou resultados alinhados com as expectativas. As receitas consolidadas aumentaram 6,2% em moeda constante, com a receita de serviços expandindo 5,3%, impulsionadas principalmente pelo crescimento de 7,6% na receita pós-paga. O EBITDA atingiu 95 bilhões de pesos mexicanos, representando alta de 6,9% em base neutra de câmbio.

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No Brasil, o desempenho foi particularmente positivo. As receitas de serviços móveis cresceram 7,6%, principalmente pela receita pós-paga (+8,5%) e aumento de 6% no ARPU (Average Revenue Per User). As receitas de linha fixa avançaram 1,4%. O EBITDA subiu 6,8%, com margem de 44%. Operacionalmente, a Claro adicionou 264 mil assinantes wireless, sendo 644 mil no pós-pago, além de 113 mil assinantes de banda larga.