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Simpar: dívida elevada ainda pesa no cômputo geral

Simpar: dívida elevada ainda pesa no cômputo geral

Segundo relatório do banco Safra, as despesas financeiras aumentaram 24,6% na comparação anual, para R$ 2,1 bilhões

Apesar da melhora dos resultados operacionais, principalmente oriunda da Movida (MOVI3), a última linha da Simpar (SIMH3) seguiu pressionada pelo peso financeiro da elevada dívida líquida. Isso levou a companhia a reportar prejuízo líquido ajustado de R$ 170 milhões, ante prejuízo ajustado de R$ 15 milhões no último trimestre de 2024 e de R$ 161 milhões no terceiro trimestre de 2025.

Segundo relatório do banco Safra, as despesas financeiras aumentaram 24,6% na comparação anual, para R$ 2,1 bilhões, impulsionadas principalmente por um aumento de 360bps a/a no custo médio da dívida, para 17,2%, e por um crescimento de 2,2% a/a na dívida líquida, que atingiu R$ 41,5 bi no fim do ano passado.

“Por sua vez, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda calculada para fins de covenant, recuou para 3,0x no 4TRI25, ante 3,5x no 3TRI25 (ante teto de 4,0x), refletindo principalmente o impacto positivo da venda da Ciclus Rio por R$ 1,8 bi (valor da firma)”, diz trecho do relatório da companhia.

Resultado levemente negativo

A Simpar reportou resultados levemente negativos no quarto trimestre de 2025, refletindo o impacto de despesas financeiras mais elevadas, que continuaram a pressionar a última linha. Apesar do desempenho robusto de Movida e do resultado positivo da Vamos (VAMO3), a companhia registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 170 milhões, em linha com as estimativas do mercado.

No campo operacional, a receita líquida ajustada somou R$ 11,2 bilhões, com avanço de 7% na comparação anual e estabilidade frente ao trimestre anterior. O crescimento foi sustentado principalmente pela expansão de 2,7% na receita de serviços, que atingiu R$ 9 bilhões.

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Entre as subsidiárias, a Movida se destacou com crescimento de 17% na receita líquida de serviços, totalizando R$ 2,1 bilhões, impulsionada pelo aumento de tarifas nos segmentos de aluguel de carros (RAC) e gestão de frotas (GTF). A Vamos também apresentou desempenho positivo, com alta de 13,8% na receita de serviços, para R$ 1,2 bilhão, beneficiada pela maior utilização da frota.

Por outro lado, a JSL (JSLG3) registrou queda de 2,3% na receita de serviços, para R$ 2,4 bilhões, refletindo a estratégia de redução de exposição ao transporte de grãos e a contratos de menor rentabilidade. Já a Automob (AMOB3) apresentou crescimento de 6,7% na receita líquida, alcançando R$ 3,4 bilhões, com destaque para os segmentos de veículos leves, caminhões e ônibus.

Adicionalmente, a receita com venda de ativos avançou 29,8% na comparação anual, para R$ 2,1 bilhões, impulsionada principalmente pelo maior volume de veículos vendidos por Movida e Vamos.

O Ebitda ajustado da Simpar totalizou R$ 3,2 bilhões no período, com alta de 16,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, em linha com as projeções e 1,6% acima do consenso de mercado. Já a margem Ebitda avançou 2,3 pontos percentuais, para 28,2%, refletindo sobretudo o desempenho acima do esperado da Movida e sua maior participação na receita consolidada.