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Pré-mercado hoje: tensão em Ormuz pesa; PMIs globais e Intel entram no radar

Pré-mercado hoje: tensão em Ormuz pesa; PMIs globais e Intel entram no radar

Mercados amanhecem cautelosos com tensão no Oriente Médio, petróleo em alta e agenda cheia de indicadores e balanços

O pré-mercado hoje (23) começa pressionado no exterior, após a escalada no Estreito de Ormuz reacender temores sobre oferta global de energia e inflação. Ao mesmo tempo, investidores acompanham os PMIs preliminares de abril nas principais economias e a temporada de balanços nos Estados Unidos, com Intel (INTC; ITLC34) no foco após o fechamento.

O petróleo voltou a subir e o Brent opera acima de US$ 103 por barril, enquanto os futuros de Wall Street recuam depois de renovarem recordes históricos na sessão anterior. No Brasil, o mercado monitora o fluxo cambial semanal e leilão do Tesouro Nacional.

Pré-mercado hoje: o que importa para o Brasil

O Ibovespa encerrou a quarta-feira em queda de 1,65%, aos 192.889 pontos, pressionado pelo ambiente externo mais cauteloso e pela alta das commodities energéticas. Já o dólar fechou praticamente estável, a R$ 4,974, após renovar durante o pregão a mínima desde março de 2024.

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Na agenda doméstica, os investidores acompanham às 11h30 o leilão do Tesouro Nacional de NTN-F e LTN, além da divulgação do fluxo cambial semanal do Banco Central, às 14h30. O Conselho Monetário Nacional também se reúne ao longo da tarde.

No noticiário corporativo, a Rede D’Or (RDOR3) captou US$ 500 milhões no mercado externo com emissão de dívida de dez anos. Já a Light Energia anunciou Stefano de Amorim Miranda como novo CEO, além de mudanças na diretoria de relações com investidores.

A Petrobras (PETR4) informou que divulgará seu relatório de produção e vendas do primeiro trimestre de 2026 no dia 30 de abril, após o fechamento do mercado. Os resultados financeiros sairão em 11 de maio.

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O que move o mercado no mundo

O principal vetor de cautela veio do Oriente Médio. A Guarda Revolucionária do Irã apreendeu dois navios de carga e disparou contra uma terceira embarcação no Estreito de Ormuz, ampliando o controle sobre a rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.

O episódio ocorreu poucas horas após Donald Trump anunciar a prorrogação do cessar-fogo com o Irã. Apesar disso, Estados Unidos e Teerã seguem em impasse sobre o controle da região, mantendo elevado o prêmio de risco no petróleo.

Por volta das 7h10, os futuros do S&P 500 recuavam 0,46%, enquanto o Brent avançava 1,95%, a US$ 103,9 por barril. O WTI subia 2%, a US$ 94,82. O Bitcoin caía 1,59%, negociado a US$ 77.666.

Na Europa, os PMIs preliminares de abril vieram fracos. O PMI composto da zona do euro caiu para 48,6, menor nível em 17 meses e abaixo da linha de expansão. Na Alemanha, o indicador recuou para 48,3, sinalizando contração da atividade privada.

Na Ásia, o desempenho foi misto. O Nikkei chegou a superar brevemente os 60 mil pontos, impulsionado por ações de semicondutores, mas fechou em queda. Já a Coreia do Sul surpreendeu positivamente, com PIB de 1,7% no primeiro trimestre, melhor resultado desde 2020.

Nos Estados Unidos, o foco do dia fica com os PMIs preliminares, pedidos semanais de auxílio-desemprego e os balanços corporativos. Após Tesla (TSLA; TSLA34) e IBM (IBM) frustrarem no after market, o mercado volta suas atenções para os números da Intel.