Entre as empresas seguradoras há pouco o que comemorar com relação ao que cada uma apresentou nas prévias do quarto trimestre do ano, antes da divulgação do balanço consolidado. No entanto, o relatório do banco Safra apontou que a Porto (PSSA3) pode surpreender e apresentar dados melhores do que seus concorrentes do setor.
Segundo a avaliação do banco de investimentos, apesar do ambiente competitivo mais desfavorável em segmentos-chave, como automóveis e saúde, a Porto vem apresentando as melhores tendências de subscrição no acumulado do trimestre, graças à diversificação de seus negócios, e é a companhia com maior potencial para impulsionar o entusiasmo do mercado.
É projetado um lucro líquido de R$ 817 milhões, com a expansão sequencial de 4% do lucro operacional sendo compensada por uma queda de 32% na comparação trimestral na receita financeira, à medida que a companhia deve rolar parte de sua carteira de investimentos.
Espera-se ainda uma queda de 3% na comparação anual nos prêmios emitidos de automóveis, resultando em desempenho estável do prêmio total emitido (GWP) da Porto Seguro.
“Para a Porto Saúde, projetamos crescimento de 25% a/a nos prêmios, além de uma sazonalidade favorável do índice de sinistralidade (-290 pontos-base t/t e -75 pontos-base a/a). Por fim, embora o custo do risco do Porto Bank deva continuar em alta (+65 pontos-base t/t), as receitas devem manter um ritmo sólido de crescimento (+30% a/a), levando a um leve desempenho acima do limite superior do guidance anual”, completa trecho do relatório.
Seguradoras: ponto de atenççao em Porto Bank
Na visão do banco, o principal ponto de atenção está no Porto Bank e em como os indicadores de qualidade dos ativos podem — positiva ou negativamente — afetar as projeções para 2026. No caso da Caixa Seguridade (CXSE3), espera-se que o seguro prestamista continue no centro das atenções, com a suspensão do produto atrelado ao crédito consignado do INSS adicionando pressão extra a um desempenho que já vinha fraco nos trimestres anteriores.
“Esperamos que a holding reporte lucro líquido de R$ 1,131 bilhão (-1% t/t e +7% a/a). No segmento de seguros, projetamos continuidade da deterioração dos prêmios de seguro prestamista (-50% a/a e -26% t/t)”, explicou parte do relatório sobre a CXSE3.
Já sobre o IRB Brasil RE (IRBR3), é projetado lucro líquido de R$ 125 milhões, alta de 26% t/t e de 11% a/a. Os prêmios emitidos devem cair 13%, movimento que deve ser parcialmente compensado por uma menor taxa de retrocessão.
“Esperamos um cenário favorável de sinistros, apoiado pelo seguro rural, levando à melhora do índice de sinistralidade (-260 pontos-base t/t e -540 pontos-base a/a)”, completa o Safra.
BB Seguridade
Por fim, sobre BB Seguridade (BBSE3), o banco estima lucro de R$ 2,398 bilhões, com a BrasilPrev sendo o principal fator de queda sequencial, diante de um recuo de 22% t/t no lucro líquido, explicado pela base de comparação elevada no terceiro trimestre do ano (3TRI25). Além disso, projeta piora uma nas contribuições brutas e líquidas.
“Nos resultados de subscrição de seguros, a principal pressão negativa deve vir da queda de 2% t/t nos prêmios ganhos, parcialmente compensada por melhora nos índices de sinistralidade (-44 pontos-base t/t) e pela receita financeira. Os prêmios emitidos devem seguir em retração (-10% a/a), impactados principalmente pelos segmentos rural e prestamista (-18% e -10%, respectivamente)”, completa o documento.






