As ações da Natura (NATU3) sobem 10,20%, por volta das 11h, repercutindo os bons resultados apresentados no balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgados na noite de segunda-feira (16).
Para o mercado, o desempenho sinalizou avanços no processo de reestruturação da companhia, com melhora relevante na rentabilidade — mesmo diante de um cenário ainda desafiador para o crescimento da receita.
O Bradesco BBI antecipou uma reação positiva das ações no pregão desta terça-feira (17), com base no EBITDA do 4T25, que veio sólido e acima das expectativas, ainda que em um ambiente de receita reconhecidamente desafiador.
“A Natura apresentou um EBITDA acima do esperado no 4T25, superando o consenso em cerca de 25% e ficando 9% acima da estimativa do Bradesco BBI, apoiado principalmente no forte controle de despesas comerciais e administrativas”, informou
A Ativa, por sua vez, destacou que o desempenho da Natura veio em linha com suas expectativas, com avanços importantes na execução do turnaround — especialmente na diluição de despesas operacionais e na rentabilidade.
Apesar disso, os analistas Pedro Pinto e Flávia Meireles, do BBI, apontaram pontos de atenção para a Natura:
- as tendências de receita seguem frágeis, especialmente no Brasil, onde a companhia sinalizou um início de 2026 ainda fraco;
- parte dos ganhos de eficiência registrados no trimestre não deve se repetir, o que pode pressionar a evolução futura de despesas e margens.
“Embora reconheçamos o mérito da gestão em cumprir os compromissos de margem e alavancagem em 2025, entendemos que a dinâmica operacional no curto prazo ainda exigirá cautela — especialmente diante de possíveis efeitos de desalavancagem operacional e de maiores gastos com remuneração variável no início de 2026”, concluíram os analistas.
O BBI ainda destaca que, para 2026, a Natura sinalizou um primeiro trimestre ainda pressionado, mas com tendência de recuperação gradual das vendas e expansão de margem ao longo do ano, sustentadas pela maturação das iniciativas de eficiência e pela normalização dos investimentos.
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