O JPMorgan promoveu uma reavaliação relevante em sua cobertura para petroleiras do Brasil, combinando ajustes de recomendação com revisões de preços-alvo.
A principal mudança foi o rebaixamento da Brava Energia (BRAV3), que teve sua recomendação reduzida de compra para neutra. O banco também cortou o preço-alvo da companhia, de R$ 23 para R$ 20, sinalizando menor potencial de valorização no curto prazo.
No caso da Petrorecôncavo (RECV3), o JPMorgan também adotou uma postura mais cautelosa, reduzindo a recomendação de compra para neutra. Apesar disso, o preço-alvo foi elevado de R$ 13 para R$ 14, refletindo ajustes positivos em premissas operacionais, ainda que insuficientes para sustentar uma visão mais otimista sobre o papel.
As mudanças sugerem que, embora haja avanços pontuais em fundamentos, o cenário macro e os riscos específicos do setor seguem limitando o upside das companhias, especialmente em um ambiente de maior disciplina de capital e volatilidade nos preços do petróleo.
Preferência por Prio
Em contraste, a Prio (PRIO3) permanece como a principal escolha do banco entre as petroleiras independentes. O JPMorgan reiterou a recomendação de compra e elevou de forma expressiva o preço-alvo da ação, de R$ 55 para R$ 73.
A revisão positiva indica maior confiança na capacidade da empresa de entregar crescimento consistente de produção, aliado a ganhos de eficiência operacional e execução estratégica. A companhia tem se destacado pela estratégia de revitalização de campos maduros, com foco em geração de valor e otimização de custos.
Essa revisão se dá em um momento no qual o mundo se aproxima de uma possível crise energética de grandes proporções — mas os mercados futuros de petróleo ainda não refletem plenamente esse risco.
Esse é o principal alerta de uma análise da The Economist, que reuniu diversos indicadores para medir a gravidade do bloqueio no Estreito de Ormuz, cinquenta dias após a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Segundo a publicação, os preços ainda não capturam integralmente o nível de tensão geopolítica. “Os mercados futuros estão em negação quanto a tudo isso”, destaca a revista. Apesar de o barril do Brent ter voltado a superar os US$ 100, a cotação segue cerca de US$ 15 abaixo do pico registrado no fim de março.
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